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Dinheiro esquecido: BC tem R$ 4,6 bilhões a serem devolvidos

Banco Central anunciou que voltará a receber os dados das instituições financeiras em janeiro

Paulo Moura - 09/12/2022 07h36 | atualizado em 09/12/2022 10h29

Banco Central informou que reabrirá o sistema que consulta dinheiro esquecido em bancos Foto: Agência Brasil/José Cruz

Interrompido em abril deste ano, o Sistema Valores a Receber (SVR) ainda possui um montante de cerca de R$ 4,6 bilhões esquecidos em instituições financeiras aguardando para serem devolvidos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Banco Central (BC).

Desse total, de acordo com a autoridade monetária, estão destinados R$ 3,6 bilhões a 32 milhões de pessoas físicas e R$ 1 bilhão a 2 milhões de empresas. O BC anunciou que voltará a receber os dados das instituições em janeiro, mas ainda não há uma data exata para que as consultas ao sistema voltem a acontecer.

O Banco Central já informou que os dados recebidos das instituições financeiras serão processados e oferecidos aos correntistas assim que o SVR for reaberto e ressaltou que trabalha em melhorias no sistema, como a inclusão de novos tipos de valores e o saque por herdeiros e representantes legais de falecidos.

A abertura do sistema para consulta dos recursos de pessoas falecidas chegou a ser anunciada pelo BC no início do ano, mas foi paralisada por causa da greve no órgão, que durou de abril a julho. Outra novidade anunciada é a adoção de uma fila de espera virtual para acessar o SVR, que substituirá a lógica do acesso programado.

O montante esquecido no sistema financeiro, de acordo com o BC, está distribuído nas seguintes faixas: 23,58 milhões de correntistas (68%) até R$ 10; 7,94 milhões (23%) entre R$ 10,01 e R$ 100; 2,86 milhões (8%) de R$ 100,01 e R$ 1 mil; e 476,5 mil (1%) acima de R$ 1 mil.

A devolução de valores ocorreu de fevereiro a abril deste ano. Durante esse tempo, as instituições devolveram R$ 2,36 bilhões para 7,2 milhões de pessoas físicas e 300 mil pessoas jurídicas. Inicialmente, estava prevista uma segunda fase de consultas e saques para maio, mas o processo foi paralisado em razão da greve dos servidores do BC.

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