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Usinas inoperantes custariam R$ 8,7 bilhões ao consumidor

Apontamento é do estudo do Instituto Brasileiro do Consumidor

Pleno.News - 31/05/2021 13h24 | atualizado em 31/05/2021 13h37

Mesmo inoperantes, térmicas garantem remuneração fixa Foto: USP Imagens/Marcos Santos

Um estudo do Instituto Brasileiro do Consumidor (Idec) aponta que o brasileiro pode estar pagando R$ 8,7 bilhões pela energia de usinas térmicas que não estão entregando os volumes de energia contratados. O Idec identificou 33 usinas nessa situação, cerca de 6,5 mil megawatts. Dentro deste grupo, segundo o instituto, existem térmicas a carvão mineral, óleo diesel, óleo combustível e gás natural.

Segundo o Idec, que realizou o estudo em parceria com o Instituto Clima e Sociedade e o apoio da consultoria Volt Robotics, “os casos mais graves são os da Termorio, UTE Mauá 3 e Candiota 3, cujas receitas fixas anuais são de R$ 1,2 bilhão, R$ 1,06 bilhão e R$ 734,5 milhões, respectivamente.”

Mesmo sem operar, as térmicas garantem uma remuneração fixa, custo repassado aos consumidores na conta de luz. Somente após três anos consecutivos indisponíveis é possível rescindir o contrato entre distribuidoras e usinas geradoras.

A indisponibilidade de algumas usinas térmicas do país também é uma preocupação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que fez um levantamento apontando que, entre janeiro e março, de 2.500 a 4.500 megawatts de geração térmica ficaram fora do Sistema Interligado Nacional (SIN), por falta de combustível ou de linhas de transmissão para escoar a energia, ou ainda pela idade das unidades.

A EPE sugere que as penalidades para essa falta de disponibilidade de operação sejam elevadas como forma de inibir a situação.

– Nós temos um parque térmico que aparentemente é suficiente. Mas, na prática, tem uma parte que não tem condições de operar regularmente – disse o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Adilson de Oliveira, especialista em energia, em entrevista ao Broadcast.

O resultado do estudo foi encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

*Estadão

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