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Lira quer “pressão máxima” na Petrobras para reduzir preços

Presidente da Câmara disse que o Congresso fará sua parte na redução do valor dos combustíveis

Pleno.News - 07/06/2022 17h59 | atualizado em 07/06/2022 19h01

Presidente da Câmara, Arthur Lira Foto: EFE/ Joédson Alves

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, nesta terça-feira (7), que o Congresso Nacional fará “pressão máxima” na Petrobras para redução do preço dos combustíveis. A ofensiva, segundo Lira, é uma das formas de garantir a eficácia da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) anunciada na segunda-feira pelo governo federal para reduzir tributos federais e estaduais que incidem sobre os combustíveis.

O objetivo, com isso, é frear a escalada da inflação no país.

– Trataremos Petrobras com pressão máxima. Não pode a Petrobras ter uma margem de lucro de 31%, totalmente ao contrário das maiores petrolíferas do mundo, que estão fazendo a sua parte, dando suas contribuições. A Petrobras não ficará ausente desse processo, o governo não ficará ausente desse processo, dará sua contribuição – disse Lira durante entrevista coletiva no período da tarde desta terça.

Ele voltou a dizer que vai cobrar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) medidas contra os “excessos de lucros” da estatal.

Segundo Lira, o presidente do órgão, Alexandre Cordeiro, pode ser convidado a dar explicações ao Congresso sobre a questão.

– Estamos avaliando um convite ao presidente do Cade, a princípio ele já se colocou à disposição, para que explique ao Congresso Nacional quais são as medidas que estão tomando com relação a esses eventuais abusos, ao excesso de lucros da Petrobras. O lucro da Petrobras é um descompasso. Ela tem que ser chamada à responsabilidade porque não é a favor de quem é acionista, é contra o povo brasileiro – criticou.

Lira disse também que vai cobrar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que reforce a fiscalização contra postos de combustíveis após a possível aprovação da PEC, para garantir que a redução no preço chegue às bombas.

– Devemos ter fiscalização rígida e dura em cima das distribuidoras, dos postos de gasolina. Não estou chamando ninguém de vilão. Mas uma redução de impostos do tamanho que fez, da essencialidade, com a adoção de governadores que aceitem diminuir o ICMS do diesel e do gás de cozinha, esses efeitos terão que ser sentidos na ponta pelos consumidores brasileiros – destacou.

*AE

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