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Clientes acusam corretora de bitcoin de sumir com dinheiro

Empresa brasileira deveriam até R$ 12 milhões a investidores

Camille Dornelles - 11/08/2019 13h09

Empresa de Bitcoin é acusada de dever dinheiro Foto: Pixabay

A empresa NegocieCoins, especialista no comércio de Bitcoins tem sido alvo de centenas de processos desde junho. A Justiça não tem encontrado dinheiro para ressarcir os clientes, que tentam, em vão, sacar as quantias investidas.

Em abril, a corretora brasileira teria negociado mais de 300 mil bitcoins em apenas 24 horas, montante que superaria 2 bilhões de dólares.

Apesar da quantia, as empresas do grupo Bitcoin Banco, do qual a NegocieCoins faz parte, não tinham fundos disponíveis em suas contas bancárias para ressarcir os clientes, segundo processos de sete estados.

As cerca de 200 ações, cujos valores variam de R$ 10 mil a R$ 12 milhões, cobram a devolução do dinheiro depositado.

No Paraná, clientes organizam para esta segunda (12) um protesto na sede da empresa, em Curitiba, e distribuem modelos de representação criminal para entregar no Ministério Público.

No estado de São Paulo, são 27 processos contra o grupo, que totalizam cobranças de cerca de R$ 3,5 milhões. As ações já atingem as cidades de Taboão da Serra, Atibaia, Birigui, Guarulhos, Jandira, Osasco, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São Paulo e Taubaté.

COMO FUNCIONA
O grupo tem como dono Cláudio Oliveira e é composto de dez empresas, como a Bitcoin Banco, a Tem Btc Serviços Digitais e a Negociecoins Intermediação e Serviços Online.

As empresas do grupo, como a Negociecoins, agem como intermediárias na compra e venda dessas criptomoedas, funcionando como instituições financeiras, assim como bancos e corretoras de valores imobiliários, mas sem serem efetivamente um banco, já que Banco Central e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ainda não têm regras sobre o tema.

*Folhapress

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