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Bolsonaro cancela agenda para debater preço dos combustíveis

Presidente se encontrará com ministros Paulo Guedes, Bento Albuquerque e Ciro Nogueira

Pleno.News - 09/03/2022 09h41 | atualizado em 09/03/2022 11h15

Bolsonaro ao lado do ministro Paulo Guedes Foto: PR/Clauber Cleber Caetano

Em meio às discussões dentro do governo sobre qual a fórmula a ser adotada para evitar o repasse do salto do petróleo no mercado internacional às bombas de combustíveis no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro decidiu cancelar sua agenda desta quarta-feira (9) em Duque de Caxias (RJ). O chefe do Executivo ficou em Brasília e convocou reunião para as 11h, no Palácio do Planalto, com pesos-pesados da Esplanada.

De acordo com a agenda oficial do presidente, divulgada no final da noite de terça-feira (8), estarão na reunião os ministros Paulo Guedes (Economia), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Ciro Nogueira (Casa Civil). O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também deve participar, informa o governo, mas o compromisso ainda não consta da agenda do chefe da autoridade monetária.

O cancelamento de agenda em Duque de Caxias foi confirmado pela Secretaria Especial de Comunicação (Secom) do governo. Mas, ainda não havia sido oficializado pelo Planalto até o fim da noite de terça. Bolsonaro iria ao município fluminense realizar entrega de aparelhos auditivos.

A mudança repentina de planos do Executivo ocorre após Guedes, Ciro e Bento não chegarem a consenso, em reunião desta terça, sobre qual é a melhor forma de evitar um reajuste acentuado nos preços dos combustíveis. Enquanto a ala política segue em defesa de um subsídio temporário, a Economia prefere mudanças estruturais na tributação, como rever a cobrança de ICMS por estados.

Fiel da balança em casos de divergências na Esplanada, Bolsonaro não participou da agenda desta terça com os ministros, apesar de a questão dos combustíveis ser considerada um grande problema para o governo. No mesmo horário, o presidente estava reunido com lideranças evangélicas no Palácio da Alvorada.

Até o momento, todas as opções seguem sobre a mesa, de acordo com técnicos e ministros que participaram das tratativas ocorridas mais cedo. O petróleo está em escalada no exterior por causa da guerra na Ucrânia e das sanções econômicas aplicadas à Rússia.

Nesta semana, Bolsonaro reiterou críticas à política de preços da Petrobras, que firma paridade entre reajustes do petróleo no mercado internacional e alterações de preço nos combustíveis no país.

*AE

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