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Arrecadação com tributos no Brasil bate marca de R$ 2 trilhões

Quantia foi alcançada neste domingo

Pleno.News - 22/07/2024 13h41 | atualizado em 22/07/2024 14h33

Impostômetro aponta que arrecadação de impostos passou de R$ 2 trilhões Foto: Comunicação Institucional/ACSP

Os contribuintes brasileiros já pagaram R$ 2 trilhões em tributos aos governos federal, estadual e municipal desde o início deste ano, de acordo com o Impostômetro, painel instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro histórico da capital paulista. A marca de R$ 2 trilhões foi atingida na manhã deste domingo (21). Entram na contabilidade impostos, taxas e contribuições, incluindo multas, juros e correção monetária.

Segundo a ACSP, em igual período do ano passado, o Impostômetro havia alcançado o nível de R$ 1,7 trilhão, o que indica um crescimento de 17,6% nesta métrica. Para o economista da ACSP Ulisses Ruiz de Gamboa, esse avanço foi registrado mais cedo neste ano por influência do impacto da inflação e da reintegração do PIS/Cofins nos combustíveis.

– Nós temos um sistema tributário que taxa excessivamente o consumo, assim, na medida em que os preços dos bens e serviços aumentam, a arrecadação também cresce. Além disso, a elevação da atividade econômica tem um impacto positivo na arrecadação. Se esses dois fatores continuarem ocorrendo, que é o mais provável, a gente vai continuar tendo antecipação desse resultado de R$ 2 trilhões – diz, em nota.

De acordo com dados da ACSP, o Impostômetro atingiu a marca de R$ 2 trilhões em impostos pela primeira vez no dia 9 de dezembro de 2015. Em julho daquele ano, a ferramenta registrava R$ 1,1 trilhão em tributos pagos pelos brasileiros, o que representa um crescimento acumulado de 82%, na comparação com igual período de nove anos atrás.

– Nossa carga tributária é comparável à da Grã-Bretanha, embora nossa renda por habitante seja significativamente inferior. Portanto, pagamos uma carga tributária desproporcional ao nosso nível de desenvolvimento econômico, o que acaba por sufocar o potencial de expansão da economia – completa Ruiz de Gamboa.

*AE

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