Alckmin diz torcer para solução positiva no acordo Mercosul-UE
Acordo deve ser votado pela União Europeia nesta sexta-feira
Pleno.News - 08/01/2026 20h03 | atualizado em 09/01/2026 10h45
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse torcer por uma solução positiva no acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Nesta quinta-feira (8), o presidente da França, Emmanuel Macron, informou pessoalmente à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que a França votará contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul na reunião decisiva do Conselho da UE, agendada para esta sexta (9).
A posição francesa lidera um bloco de resistência que ganhou reforços nas últimas 24 horas. A Hungria e a Irlanda oficializaram que também votarão contra a proposta, citando riscos para o sustento de seus produtores rurais e a falta de garantias econômicas.
No entanto, a matemática final da votação em Bruxelas dependerá da consolidação do voto italiano e da capacidade da Alemanha de garantir a coesão dos demais Estados-membros a favor do livre comércio com o bloco sul-americano.
– É difícil você ter unanimidade. Nós torcemos para que ocorra, porque isso é importante para os 27 países da União Europeia, e é importante para o Mercosul – de quatro passamos para cinco países, com a entrada da Bolívia -, e isso é importante para o mundo. Em um momento de instabilidade, de guerras, de conflitos, você mostra que é possível fortalecer o multilateralismo e o nível de comércio – sustentou Alckmin, em agenda na tarde desta quinta.
E completou:
– Torço para que a gente possa ter uma solução positiva, no que depender do Brasil, o Brasil fez todo o trabalho para que isso ocorra – disse.
*AE
Leia também1 "Tortura" contra Bolsonaro pode causar prisão de Moraes
2 Relator da Dosimetria no Senado apresenta PL da Anistia Total
3 Cesta básica ficou mais cara em 17 capitais em dezembro
4 STF: Fachin elogia Moraes em evento da Corte pelo 8 de janeiro
5 Irã restringe acesso à internet em meio a protestos



















