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Cientistas trarão de volta ave gigante extinta há 600 anos

Espécie chegava a quase 3 metros de altura e será revivida por meio de engenharia genética

Thamirys Andrade - 11/07/2025 16h26 | atualizado em 11/07/2025 16h54

Moa gigante Foto: Divulgação / Colossal Biosciences

Uma espécie de ave gigante extinta há quase 600 anos pode ser trazida de volta ao ecossistema por meio dos cientistas da Colossal Biosciences. A empresa de engenharia genética que se dedica à prática da “desextinção” anunciou que seu novo projeto será focado na chamada moa gigante, uma das maiores aves que já habitaram o planeta Terra.

Para isso, a empresa recebeu um financiamento de mais de 15 milhões de dólares, o que equivale a quase R$ 83 milhões. O benfeitor por trás da doação é Peter Jackson, diretor da famosa saga O Senhor dos Anéis. Peter é um entusiasta da espécie e coleciona ossos de moa.

Os cientistas envolvidos no projeto analisarão fósseis da ave a fim de coletar e mapear o DNA da espécie. Em seguida, eles editarão os genes de uma espécie viva que possua maior grau de parentesco com as moas gigantes, como a ema, por exemplo. Por fim, os animais geneticamente modificados serão incubados e posteriormente colocados em locais de renaturalização fechados, para que possam se adaptar e se desenvolver em um ambiente seguro.

Os pesquisadores esperam concluir todo o processo de ressuscitação da espécie entre cinco e dez anos. A iniciativa será conduzida junto ao Centro de Pesquisa Ngāi Tahu da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.

Apesar de ser considerada uma ave, a moa gigante não tinha asas. Ela era um herbívoro natural da Nova Zelândia e podia chegar a três metros de altura.

Lobo-terrível (dire wolf) Foto: Divulgação / Colossal Biosciences

Essa não é a primeira vez que a Colossal Biosciences se engaja em um projeto semelhante. No ano passado, ela fez modificações genéticas a fim de desextinguir a espécie lobo-terrível (dire wolf). Em 1° de outubro de 2024, os filhotes Rômulo e Remo nasceram, seguidos pelo terceiro, Khaleesi, em 31 de janeiro deste ano. A empresa também já anunciou a desextinção do camundongo-lanoso.

A Colossal Biosciences não é a única empresa a se dedicar à prática de reviver espécies extintas. Essa, inclusive, é uma atividade que suscita polêmica e discussão ética na comunidade científica.

Saiba mais sobre o tema no vídeo a seguir:

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