Cientistas criam novas regras para caso achem extraterrestres
Diretrizes anteriores eram de 2010
Thamirys Andrade - 09/06/2026 15h07 | atualizado em 09/06/2026 16h27

O Comitê de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI), da Academia Internacional de Astronáutica (IAA), atualizou seus protocolos de como os cientistas devem agir caso descubram vida extraterrestre.
A última versão das diretrizes era de 2010, uma época anterior à explosão das fake news e do boom das redes sociais. Hoje, com o monitoramento de todo o espectro eletromagnético por projetos globais, o risco de um alarme falso gerar pânico mundial é gigantesco.
Por isso, as novas regras determinam que qualquer sinal suspeito deve ser guardado em sigilo inicial para passar por testes rigorosos e confirmação independente de várias organizações. Uma vez comprovada a descoberta, a transparência deve ser total, com a liberação de dados e códigos para a comunidade científica mundial.
Além disso, o documento traz novidades importantes, como a proteção institucional aos cientistas contra assédio e vazamento de dados pessoais, e o alerta para a poluição das frequências de rádio gerada por redes móveis e megaconstelações de satéltes, como a Starlink.
O protocolo também mantém a proibição de enviar qualquer mensagem de resposta ao espaço (METI) sem antes haver uma ampla consulta global por meio da ONU, como forma de garantir que a decisão pertença a toda a humanidade.
Para lidar com as consequências desse contato, a IAA criou um Subcomitê de Pós-Detecção permanente composto por astrônomos e especialistas em ética, direito e ciências sociais.
O texto com as novas regras foi elaborado por um grupo de trabalho liderado por Michael Garrett. Ele já recebeu aprovação da IAA e será apresentado no Congresso Internacional de Astronáutica na Turquia, em agosto de 2026. O objetivo é preparar o mundo para agir de forma unificada caso o sinal finalmente chegue.
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