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Wesley Ros: “Eu sou atacado diretamente por negros”

Pregador deu entrevista ao portal e falou sobre o Black Lives Matter

Camille Dornelles - 15/06/2020 14h59

Pastor e produtor musical Wesley Ros Foto: Reprodução

O pastor e produtor musical Wesley Ros se viu envolto em uma grande repercussão midiática após publicar um vídeo manifestando sua opinião sobre os protestos do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). No vídeo, divulgado no último dia 7, ele vai contra a opinião da maioria dos artistas negros brasileiros e criticou o vitimismo.

– Eu cresci sem precisar da ajuda do preto e sem precisar da ajuda do branco – disse ainda.

Inclusive, Ros defende ser chamado de “preto” e não de “negro”, pois entende que a ideia de “raça negra” contribui para a segregação na sociedade. O Pleno.News conversou com o pregador e ele explicou mais sobre suas opiniões a respeito dos protestos.

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Infelizmente a pobreza retrô do preto faz ele se esquecer o nome da sua verdadeira raça … “HUMANA” #racista #racismo #racismoécrime #racismonão #conciencianegra #preconceito #preconceitoracial

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Como vê as manifestações contra o racismo por causa das mortes de George Floyd?
Não se trata de George Floyd, se trata de ser humano. Racismo é racismo, agora as manifestações devem ter um tema humanitário e não por causa da cor. Porque existe racismo e morte a brancos, a judeus, a chineses (que são escravizados até hoje, por exemplo). Não se vê quase falar na vitimização de judeus que sofreram por causa do Holocausto. Pelo contrário! Eles se reergueram e deram a volta por cima. Eu sou atacado diretamente por negros por ter casado com uma mulher branca, por exemplo.

Agora, tem que ser manifestação e não vandalismo. Eles se ocupam da manifestação para depredarem, agredirem e saquearem e querem que eu concorde com isso? Eu sendo preto. Não concordo com negro, branco ou qualquer pessoa que seja que faça vandalismo.

O racismo nos Estados Unidos pode ser equiparado ao do Brasil?
Eu não coloco isso no balanço. Por exemplo, existia uma época em que negros africanos brigavam uns com os outros por uns serem negros nativos de narizes largos e outros de narizes afilados. Eles discriminavam o de narizes afilados porque seriam filhos dos negros que se relacionavam com os europeus que iam ao continente. Ou seja, porque as negras se relacionavam com brancos, tinham que ser discriminados. Isso gerou mortes. E olha que não tem a ver com a cor! Eram pretos matando pretos.

As reivindicações de uma raça ajudam ou atrapalham na segregação racial?
Atrapalha e muito porque, se eu entro em defesa de minha raça contra outra raça buscando uma solução humanitária, eu estou praticando racismo, ainda que seja em forma de defesa, estou praticando racismo. Não podemos dividir as raças, só deve existir uma raça, que se chama humana. A reivindicação do preto com relação ao branco ou do branco com relação ao preto vai sempre ser de divisão.

Como cristão, como percebe que a igreja deve agir nessa questão?
É simples. A Bíblia, em Êxodo, afirma que o primeiro povo escravizado foi o povo judeu, 430 anos escravizados por faraó. O Egito fica na África, ou seja, histórica e biblicamente, o povo branco foi o primeiro escravizado por negros. Só que eu não estava lá e essa geração não estava lá. Então, não podemos carregar essa herança maldita pelo que fizeram lá atrás. Eu não plantei essa semente, então, não devo colher essa semente. Defendo para nós limparmos a nossa mente e pararmos de nos vitimizar, olhar para o para-brisas e esquecer o retrovisor.

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