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Voluntários contam histórias e poesias por telefone

Campanha visa ajudar idosos que se sentem sozinhos

Pleno.News - 15/04/2020 10h29

Pedro Gerolimich, o Pedro do Livro, é idealizador do projeto Foto: Reprodução

Uma campanha que visa o compartilhamento de histórias e poesias permite que voluntários tenham contato com crianças mesmo respeitando as recomendações de distanciamento social.

A estudante Clara de Azevedo Patiño, de 17 anos, é uma das voluntárias do programa Histórias por Telefone. Criado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado do Rio de Janeiro, o projeto foi pensado para que os idosos não se sintam sozinhos enquanto estão isolados na pandemia do novo coronavírus, mas ultrapassou as fronteiras da idade e também beneficia crianças.

Em duas semanas de programa, mais de 2.500 pessoas se inscreveram para ouvir histórias e quase 900, para contar.

A média de idade entre ouvintes é de 56 anos e, entre contadores, 43; as mulheres são maioria nas duas categorias. Ultrapassou também as fronteiras fluminenses. Como é possível fazer e receber as ligações pela internet, há pessoas inscritas em outros estados e até em Portugal.

Prestes a lançar seu primeiro livro de poesia, Clara lê ao telefone seus poemas ou escreve um novo para quem está do outro lado da linha. O trecho deste que abre a reportagem ela escreveu para Pérola, uma menina de 4 anos, para quem a mãe, inscrita no programa, queria que lessem uma história.

A jovem diz sentir felicidade ao perceber que as pessoas se sentem menos sozinhas com as leituras.

– Só tem amor quem sabe dar, e é o amor desinteressado – diz ela, que também faz parte de outros grupos de voluntários na igreja católica que frequenta.

A ideia do programa surgiu a Pedro Gerolimich, superintendente de leitura e conhecimento da secretaria, quando recebeu uma ligação da Tia Rô, como é conhecida Rosangela Oliveira, uma das colaboradoras da Biblioteca Parque Rocinha, gerida pela secretaria. Idosa, ela está em isolamento em casa e se sentia sozinha.

Aqueles que se inscrevem como voluntários do programa recebem, além de uma lista de nomes e telefones para quem ligar, uma cartilha com dicas. Entre elas, a de falar com voz alegre e suave, se apresentar e então perguntar se a pessoa pode ouvir naquele momento e, após a leitura, falar o nome do autor.

A secretaria disponibiliza ainda um arquivo com poemas, fábulas, contos e letras de canções.

*Folhapress

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