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Saiba identificar se seu filho está sob influência da Momo

Psicóloga lista comportamentos que podem ser resultado da interação entre a criança e a boneca virtual

Gabriela Doria - 19/03/2019 20h23 | atualizado em 19/03/2019 20h51

Momo aparece em vídeos infantis Foto: Reprodução

A Boneca Momo voltou a assustar famílias com crianças que acessam redes sociais e plataformas de vídeo, como o Youtube Kids. Por trás de vídeos inocentes, como tutoriais ensinando a fazer slimes, a boneca surge orientando crianças a se automutilarem ou a machucarem outras pessoas. No entanto, como identificar esta ameaça em sua própria casa? A psicóloga Marisa Lobo chamou a atenção para comportamentos que podem indicar esta influência sobre as crianças.

– É possível notar que as crianças apresentam medo, pesadelos, agressividade e ansiedade. Elas também podem ficar obsessivas por celulares, tablets e tentarem esconder dos pais, pois se sentem ameaçadas. Sinais mais graves podem ser percebidos através de marcas no corpo, sumiço de objetos e pensamentos suicidas – afirma Marisa.

A psicóloga também afirma que há maneiras de proteger a criança de uma possível interação com a animação.

– É preciso impor limites e monitorar filmes, sites e principalmente vídeos no Youtube. Crianças não poderiam estar acessando a internet por meio de celulares, tablets e computadores sem o rígido controle e bloqueio de certos conteúdos, levando em conta principalmente as idades. Mas hoje isso não é suficiente. Os pais têm que limitar o uso e assistir os vídeos e jogos de seus filhos para fazer uma avaliação. Principalmente para ter a certeza de que eles não contenham linguagem subliminar incentivando violência, sexo e suicídio, como é o caso da Momo – aponta a psicóloga.

Momo ensina crianças a se machucarem Foto: Reprodução

A Boneca Momo não é o primeiro fenômeno virtual que ameaça crianças e jovens. O “jogo” Baleia Azul fez vítimas fatais ao redor do mundo e, assim como a Momo, induzia a criança a cometer suicídio. Marisa conta que este tipo de ameaça é resultado de uma mentalidade psicopata.

– Tem pessoas que sentem prazer em causar medo e querem chamar atenção para fatos violentos, na tentativa de mostrar poder e ridicularizar autoridades, fazer protestos mais bizarros que, para nós, são incompreensíveis. Psicopatas criam esses mecanismos para matar pessoas através de alienação psicológica, usando técnicas até mesmo de hipnose, como me parece ser o caso da Momo. O mais cruel é o entendimento que esses psicopatas têm da vulnerabilidade humana. Eles buscam mentes em formação, mentes “fracas”, pessoas com baixa autoestima, depressivas, com problemas familiares e/ou sociais, pois sabem que estes são manipuláveis. Esse tipo de “monstro” sente prazer em saber que pode estar causando a desgraça alheia e se alimenta da dor que pode provocar – destaca a especialista.

Ainda segundo Marisa, este tipo de ameaça é direcionada a crianças, pois elas são as mais vulneráveis na sociedade.

– O objetivo é machucar a sociedade atingindo seu bem maior, seus filhos, nossas crianças. Há um impacto emocional maior quando tragédias atingem crianças, porque temos no arquétipo do nosso inconsciente que crianças são indefesas e devem ser protegidas. É um tipo de terrorismo, pois eles matam muito mais pessoas desta forma, diferentemente de um ato de massacre. Temos que entender que essas pessoas são movidas a ódio. É uma tentativa maligna de acabar com a inocência das crianças, provocando até mesmo sua morte – analisa a psicóloga.

Boneca também sugere machucar outras pessoas Foto: Reprodução

Marisa também aponta que é preciso ter calma diante desses fenômenos, pois o medo coletivo pode gerar ainda mais danos.

– Há uma histeria coletiva relacionada a esses jogos e desafios. Só de saber dos casos, gera-se uma comoção a ponto de causar transtornos psíquicos temporários, como alucinações visuais, auditivas e paranoias. Por medo de que seus filhos sejam futuras vítimas, se autossugestionam vendo sinais e situações que não existem. As crianças e adolescentes também podem passar por esses processos psíquicos fictícios, fazendo prosperar um mal maior do que se é – alertou.

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