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Pós-pandemia: Jovens, igreja e relacionamentos afetivos

Pastor Nelson Júnior, do Escolhi Esperar, avalia como a juventude pode se comportar após a quarentena

Camille Dornelles - 08/06/2020 10h57 | atualizado em 08/06/2020 11h29

Pastor Nelson Júnior, do Escolhi Esperar Foto: Divulgação

Com a iminência da reabertura de cultos em grandes igrejas, a expectativa paira sobre aqueles que se acostumaram a assistir as programações de forma remota. A juventude cristã, mais acostumada com o ambiente virtual, vai preferir a comodidade de casa ou vai retomar o contato físico nos cultos presenciais?

O pastor Nelson Júnior, do ministério Escolhi Esperar, conversou com o Pleno.News sobre o que pensa sobre o futuro dos jovens na igreja.

Acredita que o relacionamento dos jovens com a igreja vai mudar depois que a quarentena passar?
Uma pesquisa sobre o relacionamento com a igreja foi feita recentemente no Brasil e mostrou que a primeira coisa que as pessoas querem fazer após a pandemia é frequentar a igreja. Não era ir ao cinema ou ir para a balada. E isso é muito significativo. Acredito que essa geração de jovens é uma que nasceu muito acostumada com os relacionamentos virtuais e, pela primeira vez, foi privada de relacionamentos presenciais. E acredito que essa pandemia pode mostrar para novas gerações o quão importante é a vida em comunidade e o contato presencial.

Então acredita que os jovens vão preferir ir para a igreja ai invés de assistir a cultos online?
Pode ser que eles venham a valorizar mais o contato quando esse voltar. A gente já vê um comportamento entre os jovens que é um grupo todo junto, mas cada um com seu celular falando com alguém que não está ali, no seu mundinho. Agora que os jovens são obrigados a ficar no seu celular dentro de sua casa, percebe o quão é importante o contato físico e que a vida virtual, apesar de útil, pode se tornar vazia. Tornar-se um fim em si mesma.

Essa pandemia pode mostrar para novas gerações o quão importante é a vida em comunidade e o contato presencial

Pensando nos jovens da igreja, que já estão mais acostumados com o mundo virtual. Acredita que o relacionamento deles de forma remota vai se fortalecer ou enfraquecer após a pandemia?
É muito diferente hoje a maneira como as pessoas se relacionam. Existem estatísticas que dizem que, a cada dez novos romances que surgem na nova geração, quatro nasceram na internet. E isso mesmo morando na mesma cidade e frequentando os mesmos ambientes. Alguém que viram na universidade, perto do ambiente de trabalho, uma amiga de um amigo… A pessoa vê alguém que interessa, mas aí vai “puxar papo” nas redes sociais, começa a seguir o perfil, manda mensagem e começa o relacionamento no WhatsApp, por exemplo. E a verdade é que os relacionamentos na realidade não estão “começando”. Ficam só no virtual.

E o que isso pode acarretar?
Outro ponto é que os relacionamentos terminam da mesma maneira: no virtual. Então, a geração de hoje não acha mais importante o encontro presencial para começar um romance e nem para terminá-lo. Eles ficam tristes porque terminou, mas não porque terminou pelo telefone. Acredito que a pandemia vai fortalecer ainda mais este tipo de comportamento. Se antes só 40% os romances começavam pela internet, pode ser que este número aumente. E a tendência é de se potencializar e aumentar entre os jovens evangélicos.

A geração de hoje não acha mais importante o encontro presencial para começar um romance e nem para terminá-lo

Sobre o futuro dos jovens na igreja após a pandemia, o pastor André Camara, da Assembleia de Deus de São José dos Campos, São Paulo, declarou ao Pleno.News que também acredita que esses sentem falta da comunidade.

– Acho que muitos vão continuar no online, mas que, chegamos a uma normalidade de acessos para todos, por mais que gostem do online, a reunião física é completamente diferente. Se forem em um culto presencial, vão ver que não se compara com o ambiente online – apontou ele.

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