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Novo ano, novas metas: Por que cuidar das emoções importa?

Psicóloga propõe incluir metas emocionais para um ano mais leve

Leiliane Lopes - 01/01/2026 14h48 | atualizado em 02/01/2026 12h58

(Imagem ilustrativa) Foto: Gemini/IA

Com a chegada de 2026, listas de metas voltam a ocupar a rotina de milhões de brasileiros. Em meio a planos profissionais, financeiros e pessoais, especialistas chamam atenção para um ponto muitas vezes ignorado: a saúde emocional. Para a psicóloga Elisa Maria Pereira, de Vinhedo, no interior de São Paulo, o início do ano é um momento estratégico para repensar não apenas o que se deseja conquistar, mas como se pretende viver o processo.

Segundo a profissional, metas emocionais são diferentes das metas tradicionais, porque não se baseiam em números ou resultados externos.

– Elas dizem respeito à forma como a pessoa vive internamente enquanto caminha em direção aos objetivos. Não perguntam “o que eu vou conquistar?”, mas “como eu quero me tratar enquanto vivo?” – explica ela ao Pleno.News.

Elisa afirma que muitas pessoas alcançam conquistas importantes e, ainda assim, se sentem cansadas, ansiosas ou vazias. O motivo, segundo ela, está no modo como vivem.

– Muitas aprendem a funcionar, mas não a se escutar. Vivem em modo de desempenho contínuo, sustentadas por cobrança, comparação e exigência. O corpo e a mente entram em estado de alerta prolongado, e mesmo quando há conquistas, não há descanso interno – diz.

A psicóloga alerta que esse afastamento de si mesmo costuma aparecer em sinais do dia a dia. Entre eles estão ignorar o próprio cansaço, viver no automático, sentir culpa ao descansar e seguir funcionando mesmo adoecendo.

– O corpo costuma avisar antes da mente. Tensão constante, irritabilidade e insônia são pedidos silenciosos de cuidado – afirma.

Outro ponto central das metas emocionais é aprender a sentir sem julgamento. Em uma cultura que associa tristeza ou medo à fraqueza, Elisa defende uma mudança de olhar.

– Sentir não é fraqueza, é funcionamento humano. Emoções não são erros, são sinais. A coragem começa quando trocamos o julgamento pela curiosidade – destaca.

Para reduzir o que ela chama de “violência interna”, a especialista recomenda atitudes simples e constantes, como observar o tom da autocrítica, interromper comparações e respeitar limites.

– A violência interna não desaparece de um dia para o outro, mas pode ser substituída por uma postura mais compassiva e realista consigo mesmo – afirma.

Elisa também ressalta a importância de vínculos verdadeiros para a saúde emocional.

– Quando podemos dizer “não estou bem” sem medo de julgamento, o sofrimento não se acumula em silêncio. Relações assim regulam as emoções e lembram que ninguém precisa atravessar a vida sozinho – diz.

Como prática diária, a psicóloga sugere um check-in emocional simples, se fazendo perguntas do tipo “como eu estou agora?” ou “o que eu preciso hoje?”, pois são questionamentos que criam presença e reorganizam o sistema emociona.

Para a especialista, a principal meta para 2026 pode não estar em planilhas ou agendas.

– Talvez, a verdadeira meta seja não atravessar o ano em modo de sobrevivência, mas aprender a viver com mais inteireza, escuta e humanidade – conclui.

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