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Felipe Neto já foi condenado por divulgar fake news

Youtuber fez acusações contra presidente da Funai e foi multado em R$ 8 mil

Paulo Moura - 03/08/2020 10h32 | atualizado em 03/08/2020 11h03

Felipe Neto já foi condenado por fake news Foto: Reprodução

Usado atualmente como um exemplo de vítima de fake news por uma parte de veículos de imprensa e até pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o youtuber Felipe Neto já foi condenado por justamente disseminar conteúdo falso na internet, no que motivou até uma multa contra o influenciador.

Em junho, uma decisão tomada pela juíza Giselle Rocha Raposo, do 3° Juizado Especial Cível de Brasília, condenou o influenciador a indenizar em R$ 8 mil o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier da Silva, em razão de acusações falsas feitas pelo youtuber contra o gestor, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro em 2019.

Entre as acusações divulgadas por Neto, estavam alegações de que Marcelo Silva teria ajudado invasores de terras indígenas, sido reprovado em prova da Polícia Federal (PF) por problemas psicológicos e também agredido o pai idoso “com um murro na cara”.

– Jair Bolsonaro odeia os indígenas e nunca escondeu isso, mas colocar um sujeito com problemas mentais e que já ajudou invasores de terras indígenas pra ser presidente da Funai vai além de todos os limites da perversidade humana. O cara é podre por dentro – escreveu Felipe em uma das acusações feitas pelo Twitter.

Para tentar se livrar das acusações, Felipe chegou a afirmar que apenas teria replicado conteúdo veiculado pela imprensa. Na ocasião, ele citou duas reportagens do jornal O Globo e uma da revista Época. A magistrada, porém, considerou que o youtuber foi além da replicação das informações.

– O requerido [Felipe], ao tecer seus comentários sobre o autor [Silva], não trouxe qualquer ressalva ou menção que os fatos ali citados estavam sob investigação, expondo partes de reportagens avulsas e descontextualizadas acerca das investigações dos supostos ilícitos cometidos pelo autor ultrapassando, assim, os limites do exercício da liberdade de expressão – relatou a juíza na decisão.

Ainda na decisão, a juíza reforçou que Felipe Neto foi além de uma simples opinião. De acordo com ela, Felipe Neto contribuiu para espalhar informação sem veracidade comprovada. Assim, desinformou e ofendeu o então recém-nomeado presidente da Funai.

– No caso, entendo que o requerido agiu com abuso de direito ao ultrapassar o amplo direito de expressão e lançar ponderações desnecessárias e descontextualizadas – completou.

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