Entenda a ELA, doença que acometeu Stephen Hawking
Esclerose lateral amiotrófica ainda não tem cura. Portadores têm, em geral, pouco tempo de sobrevida
Jade Nunes - 15/03/2018 14h20 | atualizado em 15/03/2018 15h00

Stephen Hawking era dono de um QI de 160 e teve uma das carreiras mais prolíferas como físico no mundo. O inglês, porém, foi diagnosticado aos 21 anos com ELA, esclerose lateral amiotrófica.
A doença é progressiva e causa a morte dos neurônios motores superiores e inferiores, o que causa a perda da força dos braços e das pernas, atrofias e cãibra. Os portadores costumam ter sobrevida de três a cinco anos. O caso de Hawking, que viveu mais 55 anos após o diagnóstico, é raro.
Desconhecida por muitos, a esclerose lateral amiotrófica ganhou um pouco mais de projeção em 2014, quando a campanha do balde de gelo começou nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo com o objetivo de arrecadar doações para pesquisas.
Apesar da cura ainda não ter sido encontrada, o dinheiro arrecadado com o movimento ajudou os cientistas da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a descobrirem a causa da doença em 2015.
De acordo com os pesquisadores, o transtorno está ligado a mutações em uma proteína chamada SOD1. Segundo o estudo, a SOD1 cria um aglomerado temporário de três moléculas – chamado de trímero. O trímero é altamente tóxico para os neurônios motores, o que leva à morte das células.
A informação é importante para que consigam chegar até a cura. Enquanto isso, portadores da doença fazem tratamentos com a finalidade de retardar os sintomas, sempre com o acompanhamento de profissionais de diversas áreas, como fisioterapia motora, fisioterapia respiratória, fonoaudiologia, nutrição, enfermagem, medicina, terapia ocupacional e psicologia.
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