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Pela internet, “Homem Pateta” induz crianças ao suicídio

Polícia Civil de Santa Catarina emitiu alerta sobre perfil em rede social

Rafael Ramos - 24/06/2020 16h39 | atualizado em 24/06/2020 16h41

Homem Pateta é a mais recente ameaça às crianças na internet Foto: Reprodução

Com a suspensão temporária das atividades escolares duranta a quarentena, acaba se tornando comum que as crianças passem mais tempo no celular ou no computador. Entretanto, é importante que os pais fiquem atentos ao tipo de conteúdo online que os filhos vêm acessando.

Na última semana, a Polícia Civil de Santa Catarina disparou um alerta sobre perfis em redes sociais com o nome de Jonathan Galindo. A foto de perfil se assemelha a uma versão humanizada do personagem Pateta, da Disney. A pessoa por trás desses avatares estariam promovendo mensagens que podem induzir ao suicídio.

– Esses perfis têm poucas postagens e desafiam as pessoas a segui-los e enviar uma mensagem privada. Feito isso, é só esperar o retorno deles, que se dá através do envio de mensagens, vídeos, áudios ou até mesmo de uma ligação por vídeo ao vivo. O conteúdo da resposta tem a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, tenta provocar o suicídio – explica o agente da polícia civil e integrante do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional, Ivan de Souza Castilhos.

A coordenadora da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso em Santa Catarina, Zimmermann D’Ávila, vem atuando ao lado do Tribunal de Justiça do estado para alertar os pais sobre o tipo de conteúdo que os filhos consomem na internet.

– Deixar um filho sozinho na internet é o mesmo que abandonar uma criança no meio da rua numa madrugada – disse a delegada.

VEJA OUTROS PERIGOS DO MUNDO ONLINE

Momo ensina crianças a se machucarem Foto: Reprodução

Há alguns anos, a onda da Baleia Azul despertou para o tema da automutilação entre adolescentes e jovens. O assunto se tornou tão sério que, em 2019, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que proíbe jogos e desafios que estimulem a automutilação e o suicídio de crianças e adolescentes.

Também em 2019, a internet popularizou dois outros perigos: a boneca Momo, que orientava crianças a ferirem a si mesmas ou a outras pessoas, e a música Bob, do cantor Kamaitachi. Apesar da sonoridade lúdica, a canção nada infantil trazia a história de um menino que tinha um demônio como um suposto amigo imaginário.

Bob conta a história de um demônio que se passa por amigo imaginário de um menino Foto: Reprodução

E em fevereiro deste ano, o chamado Desafio da Rasteira ou Quebra-Crânio ganhou força na web, principalmente no aplicativo TikTok. Criado pelo influencer Robson Calabianqui, o Fuinha, a “pegadinha” consistia em uma dupla convencer uma terceira pessoa a dar um pequeno salto para, rapidamente, conseguir derrubar a “vítima” no chão. Após a notícia de acidentes sérios que ocorreram durante o desafio, o rapaz de 23 anos veio a público se desculpar e reconheceu que errou ao propor o desafio.

PROTEJA SEUS FILHOS
Pelo Facebook, a psicóloga cristã Marisa Lobo compartilhou algumas orientações para que os pais possam proteger seus filhos dessas ameaças virtuais. De acordo com Marisa, “é importante que os pais tenham conhecimento, acesso às redes e total acesso ao conteúdos privados”.

– Crianças não podem ter conteúdos privados que seus pais não possam acessar. Muitos estão em casa para proteger seus filhos da Covid e se esquecem que o mal pode estar em todo lugar. A internet é celeiro para crimes de abusos e indução ao suicídio.

Marisa Lobo faz alerta importante aos pais Foto: Reprodução

Veja a seguir algumas recomendações da psicóloga:

1. Retarde o acesso às redes sociais. Seus filhos e filhas não têm idade para estarem sozinhos por horas nas redes sociais sendo expostos a todo tipo de perigo.
2. Monitore os ambientes da internet e coloque senha em todos os aplicativos que seus filhos têm acesso.
3. Coloque programas espiões no computador e celulares de seus filhos adolescentes e crianças.
4. Limite quem terá acesso ao material publicado pelas suas crianças.
5. Pais, sejam amigos de suas crianças, estimulem o senso de confiança para que eles mesmos tomem iniciativa de contar se uma pessoa dessas entrar em contato. Sem confiança, os filhos não contam o que acontece na internet.
6. Estimules seus filhos a ficarem fora da internet o máximo que puder, introduzindo jogos, brincadeiras reais e com vocês.
7. Ame seus filhos e ore com eles. Só os pais mais atentos e amigos conseguirão livrar seus filhos desses perigos.

 

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