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A grande diversidade do Brasil também se reflete nas festas de fim de ano

Monique Mello - 18/12/2020 12h00

O Brasil é rico em diversidade e também em ceias de Natal
O Brasil é rico em diversidade e também em diferentes tipos de ceias de Natal Foto: Freepik

Com a chegada das festividades de fim de ano, as pessoas reservam um momento de confraternização com a família ao redor de uma mesa farta. No Brasil, “viajar” por essas mesas é passear pelas diferentes regiões do país por meio de cada prato típico posto à mesa. Com influências do mundo todo, a mesa do brasileiro se divide entre pratos tradicionais, como peru, lombo, tender, panetone, rabanada e castanhas, e ingredientes bem regionais, substituindo ou protagonizando o cardápio, como os peixes amazônicos e as frutas regionais, como o cupuaçu, na composição de sobremesas, sorvetes, mousses, pudins etc. Confira os pratos essenciais nas ceias de cada região brasileira.

REGIÃO SUL

Arroz de carreteiro é um prato tradicional gaúcho que pode ser feito com sobras de churrasco
Arroz carreteiro é um prato tradicional gaúcho que pode ser feito com sobras de churrasco

A contribuição da região Sul do país vem do chester, um frango criado de maneira diferente da forma convencional para ser uma alternativa ao tradicional peru de Natal. Lançado no mercado em 1982, após três anos de desenvolvimento em um fabricante de Santa Catarina, o chester está nas mesas de muitos brasileiros na ceia natalina.

A ave é alimentada à base de milho e soja, e o objetivo é produzir um frango com menos gordura. Seguindo a inspiração dos pampas brasileiros, argentinos e uruguaios, o Natal no Sul também tem churrasco e arroz carreteiro.

As sobremesas sulistas mais comuns são o arroz doce e o sagu de vinho.

REGIÃO SUDESTE

A mesa de Natal na região Sudeste recebe influências dos imigrantes europeus, da cultura americana e de cozinhas regionais, como a mineira. O famoso peru, que entrou na ceia de Natal brasileira, principalmente por sugestão de filmes norte-americanos, está sempre presente. No entanto, é a carne de porco que mais ocupa o centro da mesa natalina do sudeste, seja com o lombo de porco recheado com farofa coberto de frutas ou com o pernil de porco assado bem temperado, dourado no próprio caldo, ladeado por batatas e frutas, ambos servidos com arroz branco, molhos e farofa úmida.

À mineira, entra o leitão à pururuca, com angu mineiro e acompanhado de couve. A versão light é feita com medalhões de peito de frango, de chester ou de peru. De sobremesa, em geral, é servido o bom e velho pudim.

REGIÃO NORDESTE

A carne de bode é muito presente no prato do nordestino e no Natal não é diferente
A carne de bode é muito presente no prato do nordestino e no Natal não é diferente

O Nordeste contribuiu muito para compor a mesa de Natal em todo Brasil com o único ingrediente genuinamente brasileiro: a farofa. Afinal, muito antes da chegada dos portugueses, os índios já usavam e preparavam a mandioca de várias maneiras. Os engenhos instalados no Nordeste no século 16 fabricavam produtos como a farinha da mandioca. Chegar à farofa foi só uma questão de tempo!

No Natal, a farofa vira um belo “farofão” misturado com outras especialidades tipicamente nordestinas, como cuscuz, manteiga de garrafa, jaca e o queijo do reino – tradição natalina em Pernambuco. Como prato principal, não pode faltar bode, que, nas festas de fim de ano, recebe corte de pernil e é levado ao forno para assar e dourar, coberto de mel de engenho. Além da farofa, esse prato pode ser acompanhado de purê de queijo coalho. As sobremesas mais comuns são pudim de tapioca, sorvete de açaí ou mousse de cupuaçu.

REGIÃO NORTE

Pirarucu de casaca, com farinha típica e banana
Pirarucu de casaca, com farinha típica e banana Foto: Reprodução/Instagram

Na Amazônia, por exemplo, o pirarucu, o maior peixe de escama de água doce do mundo, exclusivo da bacia amazônica, é preparado no lugar do bacalhau, como no tradicional “pirarucu casaca”, que leva farinha do Uarini (aquela farofa de “bolinha”) e banana pacovã. O tambaqui também é um dos peixes mais populares da culinária amazonense.

Em Roraima, um item essencial nas ceias – e também no ano todo – é a tradicional paçoca salgada, feita com carne de sol desfiada e uma farofa amarela típica da região. A estudante Ana Carolina, carioca e moradora de Boa Vista (RR) há quase dois anos, conta que foi amor à primeira vista:

– Na verdade, a paçoca é usada praticamente em todas as ocasiões e [feita] com a farinha que só tem por aqui. Eu adoro!

Duas das sobremesas mais populares nas mesas das famílias da região são o pudim de tapioca e o doce de banana com creme de leite.

REGIÃO CENTRO-OESTE

O pequi, que é um fruto típico do cerrado, é usado na galinhada, no Centro-Oeste
O pequi, que é um fruto típico do cerrado, é usado na galinhada, no Centro-Oeste Foto: Reprodução

Na mesa natalina, o frango caipira ganha o lugar do peru, ou o acompanha, com molho de açafrão-da-terra e pequi cozido na manteiga. O pequi é um fruto típico do cerrado brasileiro e muito usado misturado ao arroz.

Outra iguaria da região é chamado o empadão goiano, recheado com ingredientes como o frango na versão defumada, cozido e desfiado, linguiças em pedaços, cubos de queijo minas artesanal do cerrado, azeitonas, fatias de palmito da guariroba e castanha de baru.

De sobremesa, são servidos os sorvetes com as frutas da região (graviola, caju, cajá e gabiroba).

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