Homeschooling: Tiba Camargos precisou deletar vídeo denúncia
Influenciador católico sofreu revés na Justiça
Monique Mello - 01/06/2026 16h45 | atualizado em 01/06/2026 17h52

O influenciador e missionário católico Tiba Camargos afirmou que precisou apagar um vídeo em que comentava detalhes da denúncia que resultou em uma disputa judicial envolvendo a educação domiciliar de seus filhos. Segundo ele, a remoção do conteúdo ocorreu após orientação dos advogados, já que o processo tramita em segredo de Justiça por envolver menores de idade.
As declarações foram dadas durante entrevista ao Pleno.News na última sexta-feira (29). Tiba relatou que chegou a divulgar informações sobre o caso em seu canal, mas posteriormente gravou uma nova versão com menos detalhes.
– Eu tinha soltado um vídeo antes no nosso canal falando algumas informações do processo e os advogados pediram para que a gente refizesse o vídeo – explicou.
Apesar da restrição, Tiba afirmou que pretende divulgar mais informações após a conclusão da ação.
O influenciador e sua esposa, Déa Camargos, tiveram que interromper a educação domiciliar dos seis filhos após decisão da Justiça. O casal adotava o modelo de homeschooling desde 2018. O caso começou após uma denúncia encaminhada ao Ministério Público do Rio Grande do Sul em maio de 2025.
A Justiça determinou, por meio de liminar, que as crianças fossem matriculadas em escolas regulares, estabelecendo multa diária em caso de descumprimento. O casal tem seis filhos, dos quais quatro estão em idade escolar.
Segundo Tiba, a família optou por cumprir a ordem judicial. Apesar disso, afirmou que pretende recorrer às instâncias superiores caso o desfecho do processo seja desfavorável.
Defensor do homeschooling, Tiba criticou o sistema educacional brasileiro e afirmou que sua decisão de educar os filhos em casa está relacionada tanto à qualidade do ensino quanto a questões morais e de segurança.
– Você tem um ensino técnico terrível, como os piores do mundo – declarou.
Ele também citou dados sobre analfabetismo funcional e disse que o Estado não consegue oferecer uma formação adequada às crianças.
Questionado sobre a origem da denúncia, o missionário afirmou que não pode revelar detalhes por causa do sigilo judicial, mas esclareceu que a comunicação ao Ministério Público partiu de uma pessoa física e não de uma instituição de ensino, como no caso do casal do município de Jales (SP), que foi condenado.
*Você pode ouvir a entrevista em podcast no Pleno.News, no Spotify, na Deezer, na Amazon Music e no Apple Podcasts.
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