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Após repercussão, UNICEF tira do ar estudo sobre pornografia

Entidade comunicou que pesquisa passará pelos "ajustes necessários"

Thamirys Andrade - 08/06/2021 10h23 | atualizado em 08/06/2021 12h01

fachada unicef
Estudo coordenada pelo órgão sugere que pornografia infantil nem sempre é prejudicial Foto: Divulgação

O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) decidiu retirar do ar um estudo controverso envolvendo crianças e pornografia coordenado pela entidade. O artigo, que sugere que não há evidências de que crianças expostas à pornografia sejam prejudicadas, ganhou repercussão negativa nos últimos dias.

A entidade se manifestou por meio de nota nesta segunda-feira (7) dizendo ser contrária à exposição de crianças a conteúdos pornográficos, e que o relatório está gerando “interpretações equivocadas”. Embora o órgão tenha classificado as notícias sobre o assunto como “fake news”, ele decidiu retirar o conteúdo do ar para realizar nova revisão e fazer os “ajustes necessários”.

– A posição do UNICEF é inequívoca: nenhuma criança deve ser exposta a conteúdo pornográfico nem a qualquer outro conteúdo nocivo online e offline. Em notícias nas redes sociais, um artigo coordenado pelo UNICEF está gerando interpretações equivocadas. O texto discute como melhorar a proteção das crianças na internet e apresenta os numerosos riscos e danos associados ao acesso das crianças à pornografia e a outros conteúdos nocivos online. Após a publicação, alguns trechos levaram a interpretações incorretas e diferentes do que o UNICEF defende. A intenção do documento é oferecer soluções e abordagens para reduzir a exposição das crianças a conteúdo nocivo. O texto foi tirado do ar para que fossem realizados os ajustes necessários, e está em revisão – manifestou-se a entidade em seu site e nas redes sociais.

O UNICEF disse ainda estar “alarmado com a enorme quantidade de conteúdo pornográfico disponível online e facilmente acessível às crianças”, e afirmou que conteúdos pornográficos podem levar a “problemas de saúde mental, sexismo e objetificação, agressão sexual e outros resultados negativos”.

No espaço para comentários na publicação nas redes sociais, os internautas questionaram o motivo de a entidade retirar o conteúdo do ar, se rotularam a repercussão como “fake news”.

– Só o fato de reconhecer que tirou pra fazer alterações, fica evidente o erro – disse um usuário do Instagram.

– Apenas noticiar que o documento está sendo reformulado já era suficiente. Agora negar o que todos leram e pior colocar como fake, lamentável – acrescentou outro.

– Publicado. Lido. Polemizado. Apagado. Não tem nenhuma fake news aí. Absurdo quererem sexualizar as crianças. Que mundo estamos vivendo – completou outro internauta.

ENTENDA
A pesquisa coordenada pelo UNICEF foi feita em 19 países da União Europeia e concluiu que 39% das crianças expostas à pornografia ficaram “felizes”, enquanto muitas outras ficaram indiferentes. O relatório declara que qualquer esforço para impedir que crianças acessem pornografia online pode violar seus direitos humanos.

O objetivo do estudo, segundo seus organizadores, era compreender a aplicação de políticas públicas na proteção de crianças a conteúdos nocivos. O conteúdo havia sido publicado no site da Center For Family and Human Rights.

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