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Monique Mello - 25/06/2021 14h02

Burger King é conhecido por campanhas publicitárias provocadoras
Burger King é conhecido por campanhas publicitárias provocadoras Foto: Reprodução

O Burger King é conhecido por um estilo de marketing, muitas vezes, sarcástico e controverso. No Brasil e em outros países, a rede já criou diversas campanhas provocadoras, dividindo as opiniões. De um lado, claro, os que apoiam e consideram criativo; do outro, os que criticam fortemente, considerando a chamada “lacração”.

Política, diversidade, “poliamor”, são alguns dos temas já abordados pela rede de fast food em campanhas publicitárias. O tema da vez, a causa LGBTQIA+, gerou repercussão extremamente negativa nas redes sociais, por envolver crianças na peça publicitária. O número de descurtidas na publicação passa do triplo do número de curtidas. Pastores também se manifestaram em oposição à campanha, defendendo boicote à rede.

Propaganda do Burger King usa crianças para defender comunidade LGBT Foto: Reprodução

O Pleno.News reuniu as campanhas mais polêmicas e controversas da marca. Confira:

1. PAULO GUEDES
A rede fez piada com o ministro da Economia, Paulo Guedes. No vídeo, quatro brasileiros comuns, que também se chamam Paulo Guedes, dão “dicas” de economia.

Um dos participantes brinca dizendo: “Eu tenho autoridade”. As dicas que os Guedes dão, é claro, dizem respeito à nova promoção do Burger King. No final, um locutor diz: “Escuta o Guedes”.

– Fomos atrás dos Paulos Guedes da vida real que, sem meias palavras e com muita competência, mostram o que é economizar no Brasil de hoje – declarou Rafael Donato, publicitário responsável pela campanha.

2. LUGAR DE MULHER É NA COZINHA
No Dia Internacional da Mulher deste ano, o Burger King do Reino Unido fez uma jogada de marketing polêmica no Twitter. A fim de chamar a atenção dos consumidores, a rede de fast-food publicou na rede social que “mulheres pertencem à cozinha”. Somente na sequência, a empresa completou a publicação:

– “Se elas quiserem, é claro”. No entanto, apenas 20% dos chefs são mulheres. Estamos em uma missão de mudar a proporção de gênero na indústria de restaurantes, capacitando funcionárias com a oportunidade de seguir uma carreira culinária.

Publicação do Burger King o Reino unido
Publicação do Burger King do Reino unido Foto: Reprodução/Twitter

A intenção era chamar a atenção para a disparidade entre o número de homens e mulheres no posto de chef de cozinha e, inclusive, anunciar um novo programa de bolsas de estudo para mulheres que almejam carreira na gastronomia.

No entanto, muitos internautas não gostaram da forma como a campanha foi iniciada, usando uma frase considerada ofensiva para chamar a atenção. Muitos deles criticaram a empresa, mas o Burger King rebateu boa parte dos usuários dizendo acreditar que, sim, chamar a atenção com uma frase polêmica foi uma boa ideia.

De acordo com análise da empresa BrandTotal, do total de menções ao Burger King nas redes sociais, 71% eram negativas.

Até mesmo o KFC, outra gigante no segmento de fast-food, manifestou-se contra a campanha, respondendo na própria publicação do concorrente, que apagou a postagem original.

– A melhor hora para deletar essa publicação era imediatamente depois de postá-la. a segunda melhor hora é agora – escreveu o perfil do KFC.

3. POLIAMOR
Lançado em fevereiro de 2019, o comercial gerou diferentes reações por parte do público ao mostrar um “trisal” (trio de namorados), formado por dois rapazes e uma garota, compartilhando os sanduíches da marca. Muitos consumidores chegaram a fazer denúncias ao Conar (Conselho de Autorregulamentação Publicitária), e foi aberto um processo para analisar a peça publicitária.

Em maio do mesmo ano, os conselheiros decidiram pelo arquivamento do caso, pois não foram favoráveis às reclamações. Dessa forma, o comercial pôde continuar sendo veiculado nas redes sociais e em qualquer outra plataforma, caso o anunciante desejasse.

No entanto, antes mesmo de parar no julgamento do Conar, a empresa decidiu produzir uma segunda versão da campanha para responder às pessoas que criticaram. No novo filme, a marca assume que algumas pessoas não haviam gostado de seu último comercial e insere uma dublagem, transformando a relação do trisal em uma amizade, apresentando-os como “Poliamigos”.

4. JAIR BOLSONARO E BANCO DO BRASIL
Também em 2019, a marca se envolveu em outra polêmica nas redes sociais ao tocar no tema da política e da diversidade. Em um comercial veiculado em seus perfis no Facebook, Twitter e Instagram, o Burger King convocava os atores de um comercial recentemente vetado para protagonizarem um anúncio da marca.

A alusão era direta ao comercial do Banco do Brasil que fora tirado do ar a pedido do presidente, Jair Bolsonaro, que não aprovou o teor da campanha.

Propaganda nos stories do perfil do Instagram da rede Burger King Foto: Reprodução/Instagram

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro negou que tenha sido censura o veto à propaganda do Banco do Brasil, voltada ao público jovem com atores que representavam a diversidade racial e sexual. O presidente explicou que empresas públicas não têm a mesma “liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem” como as companhias privadas.

5. O MARKETING REVERSO
Em 2018, o Burger King lançou um vídeo em suas redes sociais com os dizeres: “Pra gente, toda opinião é válida. Mas preconceito, não. #SaibaADiferença”.

No filme, a empresa exibe críticas recebidas nas redes sociais, destacando que são meras opiniões das pessoas. Em seguida, o comercial traz diversos comentários relacionados a negros, gordos, gays etc, ressaltando: “Isso é preconceito”.

Foi a primeira vez que o Burger King se utilizou, no Brasil, do recurso de “marketing reverso” (conceito de marketing em que o cliente procura a empresa, em vez de profissionais de marketing que procuram o cliente).

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