Vídeo mostra servidor da CGU agredindo mulher e criança
Presidente Lula determinou que seja aberto no órgão processo de expulsão do servidor
Monique Mello - 26/12/2025 14h52 | atualizado em 26/12/2025 17h14

Câmeras de segurança registraram as agressões físicas praticadas por um servidor da Controladoria-Geral da União (CGU) a uma mulher com uma criançan no colo. O agressor foi identificado como David Cosac Junior, de 50 anos, analista de sistemas do órgão.
As imagens mostram que David estava aguardando o elevador acompanhado de uma mulher com o filho no colo. Em seguida, ele inicia as agressões.
As agressões – entre socos e tapas – duram 20 segundos, até as vítimas caírem no chão. Após se levantarem, o servidor dá mais um tapa na cabeça da criança.
A Polícia Civil se dirigiu até o local após a denúncia de um morador do prédio. De acordo com boletim de ocorrência, David disse que “havia terminado o namoro com a mulher agredida e que se desentendera com a mesma e entrado em vias de fato”.
O caso ocorreu na noite de 7 de dezembro.
Auditor da CGU flagrado agredindo mulher e criança em Brasília.
Esse sujeito merece uma coça bem dada. pic.twitter.com/ZACXdrOmwx
— TumultoBRacervo (@Tumultobracervo) December 24, 2025
Nesta quinta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou, ao ministro Vinícius de Carvalho, controlador-geral da União, a abertura de processo interno para responsabilização e expulsão de David.
O ministro da CGU já se manifestou, por meio de uma longa nota, dizendo ter recebido a notícia com indignação.
Confira a nota na íntegra:
Recebi, com indignação, as informações e imagens veiculadas na imprensa que mostram agressões praticadas por um servidor da Controladoria-Geral da União contra uma mulher e uma criança. Os fatos são gravíssimos e inaceitáveis.
Quero ser claro ao dizer que violência contra a mulher e contra crianças é crime. Não se trata de desentendimento, conflito privado ou questão pessoal. Estamos falando de agressão, de violação à lei e de afronta à dignidade humana.
O enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade do Governo do Brasil e um dever das instituições públicas. A Controladoria-Geral da União reafirma, de forma inequívoca, o compromisso com os direitos humanos, com a ética e com a integridade do serviço público, e não vai se omitir diante de episódios como esse.
No campo criminal, os fatos devem ser apurados pelas autoridades competentes, nos termos da legislação penal.
No âmbito administrativo, a CGU já adotou providências imediatas. Os fatos divulgados indicam violação grave aos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990, especialmente ao artigo 116, inciso IX, que impõe ao servidor público o dever de manter conduta compatível com a moralidade administrativa.
Diante disso, determinei:
O encaminhamento das notícias do fato à Corregedoria-Geral da União (CRG) e à Comissão de Ética da CGU, com a imediata abertura de investigação preliminar de responsabilidade, para apuração das responsabilidades ética e disciplinar, no âmbito das competências administrativas;
A revogação imediata da designação do servidor como substituto eventual da chefia imediata, com publicação da determinação em edição extraordinária do Diário Oficial da União ainda nesta terça-feira (23/12).
A proibição de ingresso do servidor nos prédios da Controladoria-Geral da União, enquanto as apurações estiverem em andamento, como medida administrativa necessária à preservação do ambiente institucional e ao regular andamento das apurações.
A CGU vai acompanhar o caso e adotar todas as providências cabíveis dentro das próprias atribuições, com rigor, responsabilidade e respeito ao devido processo legal.
Vinícius Marques de Carvalho – Ministro da Controladoria-Geral da União.
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