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Variante Gama, identificada em Manaus, some do Brasil

Cepa foi responsável pela maior onda de contaminação e de mortes no país

Thamirys Andrade - 13/01/2022 10h17 | atualizado em 13/01/2022 11h06

Variante indiana chegou ao Brasil Foto: EFE/Carlos Ortega

Responsável pelo colapso hospitalar sem precedentes no estado do Amazonas em 2021 e pela lotação de UTIs em todo o Brasil, a variante Gama está se extinguindo no país.

Segundo dados da Rede Genômica da Fiocruz, a última vez em que a cepa apareceu no Amazonas foi em 16 de novembro de 2021. Seus registros mais recentes foram três casos sequenciados no início do mês de dezembro, em São Paulo.

Também conhecida como P.1, a cepa foi responsável pela maior parte das contaminações da segunda onda da pandemia, ocorrida entre janeiro e maio de 2021. A variante tirou a vida de mais de 280 mil brasileiros.

Um ano depois, ela raramente aparece nas amostras genômicas. Hoje, os sequenciamentos são dominados pelas variantes Delta e Ômicron.

Segundo o virologista da Fiocruz Amazônia Felipe Naveca, que descobriu a variante, o processo de extinção da Gama é natural.

– Durante esse processo evolutivo [do vírus], é comum que uma linhagem viral substitua outra, seja porque a nova é mais transmissível, seja porque consegue, de alguma forma, ser mais resistente à neutralização pelos anticorpos prévios – disse ele, em entrevista ao portal Uol.

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