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Transplante com órgãos suínos deve iniciar até 2025 no Brasil

USP e MCTI assinaram carta de colaboração que prevê investimento milionário em pesquisa sobre o tema

Thamirys Andrade - 22/08/2022 12h15 | atualizado em 22/08/2022 13h23

Procedimento pode ajudar a reduzir a fila de transplante, afirmam especialistas Foto: Pixabay

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) preveem que o primeiro transplante brasileiro de órgão suíno para um corpo humano deve acontecer até o ano de 2025. Para isso, a instituição e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) assinaram uma carta de apoio em cerimônia nesta sexta-feira (19). Serão investidos R$ 10 milhões em estudos sobre o tema, R$ 5 milhões de cada uma das partes.

Inédita na América Latina, a pesquisa está sendo conduzida há cinco anos na Universidade de São Paulo (USP). Segundo o professor emérito da Faculdade de Medicina, Silvano Raia, o método pode agilizar a fila de transplantes, ajudando pacientes que precisam de órgãos como rim, coração, córnea e pele.

– O xenotransplante é um avanço. Nos últimos 20 anos, foram realizados 2 milhões de transplantes no mundo. Houve um aumento de demanda, mas não houve aumento proporcional da disponibilidade de órgãos. Então, há uma demanda reprimida, muitos morrem à espera de órgãos e os suínos se mostraram os mais adequados – assinalou o professor na cerimônia, segundo informações do portal Metrópoles.

Para que o transplante seja realizado, é necessário que o órgão passe por modificações genéticas a fim de reduzir significativamente as chances do corpo humano rejeitá-lo. O procedimento será feito com órgãos suínos em razão das semelhanças fisiológicas, segundo já apontaram estudos anteriores feitos fora do país.

Antes que o método seja implementado no Brasil, será necessária aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

TRANSPLANTE RECENTE
Em janeiro deste ano, médicos da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, realizaram um transplante de coração suíno para um paciente que se encontrava em estado terminal e que morreria caso não passasse pelo procedimento, sendo “a única opção disponível para o paciente”.

A cirurgia se mostrou bem-sucedida inicialmente. Entretanto, dois meses depois, David Bennett, de 57 anos, foi a óbito, após seu quadro clínico se deteriorar.

Depois de uma apuração do caso, o médico responsável concluiu que o órgão estava infectado com um vírus suíno denominado porcine cytomegalovirus. Para Bartley Griffith, cirurgião de transplantes da Universidade de Maryland, esse fator deve ter contribuído para a morte do paciente, no início do mês de março.

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