CORONAVÍRUS
- Tudo o que você precisa saber
-->
Leia também:
X Blocos de rua têm quadrilhas infiltradas e risco de tiroteios

Subprocurador reclama de salário de R$ 42 mil: “Aflitivo”

Membro do MPF disse que o salário "já não chega no final do mês"

Paulo Moura - 21/02/2020 17h56 | atualizado em 21/02/2020 17h58

Nívio de Freitas Silva Filho reclamou do salário Foto: Reprodução

Uma nova polêmica envolvendo reclamações de membros do Ministério Público sobre seus salários foi revelada nesta semana. O personagem da vez é o subprocurador Nívio de Freitas Silva Filho, cuja remuneração bruta geralmente é de R$ 42,2 mil. A informação foi divulgada na coluna de Guilherme Amado, da revista Época.

Membro do Ministério Público Federal, ele afirmou em uma reunião extraordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal, no dia 29 de novembro do ano passado, que estava “muito preocupado” em ter condições de continuar no cargo. Em janeiro, com a gratificação natalina, os vencimentos de Nívio chegaram a R$ 74,9 mil.

– Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao final do mês. É uma situação aflitiva. Há uma quebra de paridade. Confesso que estou ficando muito preocupado se tenho condições de me manter no exercício da minha função. Facilmente posso demonstrar para todos como é oneroso para mim o exercício do cargo de subprocurador-geral da República. Tenho que manter aqui residência, todas as despesas e me preocupo profundamente – disse ele.

Em 2019, o subprocurador foi um dos candidatos à lista tríplice para ser procurador-geral da República. Atualmente, ele está na 4ª Câmara de Coordenação e Cooperação do MPF, com atuaçâo nas áreas de meio ambiente e patrimônio cultural.

“MISERÊ” NO MP MINEIRO
No ano passado, o procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Leonardo Azeredo dos Santos, também havia reclamado de seus vencimentos. Durante uma reunião para discutar a proposta orçamentária do órgão para 2020, o membro do MP chamou seu salário de R$ 24 mil de “miserê”.

– Estou deixando de gastar R$ 20 mil de cartão de crédito e estou gastando R$ 8 mil. Pra poder viver com os R$ 24 mil. Eu e vários outros já estamos vivendo à base de comprimido, à base de antidepressivo. Não estou acostumado com tanta limitação, ou então nós vamos ficar nesse miserê aí – declarou, na época.

A fala motivou protestos por parte da população mineira. Uma delas, bem humorada, foi de colocar uma caixa em uma praça da cidade de Belo Horizonte com os dizeres “Ajude o procurador do MPMG sair do miserê”.

Leia também1 Bolsonaro anuncia ida para os Estados Unidos em março
2 Bolsonaro condecora Eduardo, deputados e ministros
3 Bolsonaro indica evangélicos para diretoria da Ancine


Clique para receber notícias
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Grupo