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Soldado que confessou matar colega integra guarda de Lula

Crime ocorreu no quartel do Exército em Brasília

Monique Mello - 07/12/2025 11h51 | atualizado em 08/12/2025 10h09

Kelvin Barros da Silva faz a guarda da Presidência da República Foto: Reprodução/Redes Sociais

O soldado do Exército Kelvin Barros da Silva, que confessou o assassinato da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, atua na segurança da Presidência da República, hoje ocupada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Kelvin é lotado no 1º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG), conhecido como Dragões da Independência.

O RCG, unidade criada em 1808 no aniversário do então príncipe-regente Dom João VI, surgiu originalmente como a tropa encarregada de proteger membros da família real portuguesa. A unidade tornou-se com o tempo guarda de honra do imperador e, hoje, atua na segurança do presidente da República.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Kelvin relatou que mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima e que o crime ocorreu após uma discussão.

Segundo o delegado Paulo Noritika, Maria de Lourdes teria cobrado que o soldado terminasse seu relacionamento atual e a assumisse, conforme promessa feita anteriormente. Durante o conflito, ela teria sacado a própria arma de fogo.

Maria de Lourdes Freire Matos Foto: MARIA DE LOURDES FREIRE MATOS/INSTAGRAM

Ainda conforme o depoimento, Kelvin segurou a pistola para impedir que a cabo a carregasse. Nesse momento, ele conseguiu alcançar a faca militar que ela carregava na cintura e desferiu um golpe profundo em seu pescoço. A arma branca, segundo a investigação, foi encontrada exatamente no local da lesão. O crime ocorreu na última sexta-feira (5).

O soldado teria usado álcool e um isqueiro para provocar um incêndio no setor onde funciona a fanfarra do batalhão, na tentativa de encobrir o ato. Ele fugiu levando a pistola da vítima e, posteriormente, teria se desfeito dela.

O delegado informou ainda que Kelvin não possuía antecedentes criminais. O militar de 21 anos está detido no Serviço de Guarda do Exército e deverá responder por feminicídio, furto de arma, incêndio e fraude processual. Somadas, as penas podem chegar a 54 anos de prisão.

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