Silas Malafaia afirma que o PT iniciou na base da Igreja Católica
Pastor deu declaração ao defender participação de evangélicos na política
Paulo Moura - 04/05/2026 11h21 | atualizado em 04/05/2026 17h09

O pastor Silas Malafaia voltou a defender a participação de evangélicos na política e criticou a seletividade no debate sobre o engajamento dessa parcela da população no âmbito político. O tema foi abordado durante um culto realizado neste domingo (3), na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADEVC), que contou com a participação do senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante a pregação, Malafaia rebateu críticas frequentes à atuação política de igrejas evangélicas e reforçou que a relação entre religião e política esteve presente, por exemplo, na origem do Partido dos Trabalhadores (PT).
– Política e religião não se misturam? Onde começou o PT? Palavras ditas por Lula e pelo Frei Leonardo Boff. Pega na internet, vai no Google. Lula falou: “Se não tivesse a eclésia de base, as comunidades de base da Igreja Católica, o PT não existiria” – afirmou o pastor.
O líder religioso também criticou a Teologia da Libertação, corrente teológica que frequentemente é associada a setores progressistas da Igreja Católica e historicamente ligada a movimentos sociais na América Latina.
– A Teologia da Libertação não passa de uma tentativa de macular o cristianismo com o comunismo. Foi lá que começou o PT, na base da Igreja Católica – afirmou.
Além disso, segundo Malafaia, há uma tentativa de deslegitimar a influência política dos evangélicos. Ao longo de sua fala, o pastor defendeu o direito de participação política dos protestantes e rejeitou a ideia de que religiosos devam se afastar do debate público.
– Nós não somos cidadãos de segunda classe. Nós temos direitos e deveres nessa nação. Direito de opinar, direito de escolher e direito de votar – declarou.
Confira a mensagem do pastor Silas Malafaia:
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