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Sérgio Cabral e Polícia Federal assinam acordo de delação

Ex-governador já foi condenado a mais de 267 anos

Gabriela Doria - 16/12/2019 18h06 | atualizado em 16/12/2019 18h07

Ex-governador Sérgio Cabral assinou delação premiada Foto: Reprodução

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral assinou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O documento foi enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para homologação.

Nos termos do acordo, que está sob sigilo, Cabral se compromete a devolver R$ 380 milhões da propina que recebeu nos últimos anos.

A delação assinada pela Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da PF chegou ao STF ainda em novembro. Por orientação da PF, o acordo foi enviado ao ministro Fachin, que pediu o posicionamento do procurador-geral da República Augusto Aras sobre o material. Na manifestação, que chegou ao STF nesta segunda (16), Aras diz ser contra o acordo de delação. O posicionamento é o mesmo da força-tarefa da Lava-Jato do Ministério Público Federal do Rio.

Aras argumenta que Cabral escondeu informações e protegeu comparsas enquanto negociava com a Lava-Jato do Rio. O PGR também considera que o ex-governador é o líder da organização criminosa que governou o Rio nos últimos anos e que, por esta razão, não poderia ser beneficiado por uma delação premiada. Por fim Aras defende que tal colaboração com a PF não se enquadra nos requisitos legais.

Em depoimentos prestados à PF, Cabral citou dezenas de políticos envolvidos em esquemas de corrupção. Cabral também chegou a revelar suas relações com ministros dos STJ e sua influência para nomear novos ministros para os atuais cargos. Por se tratarem de pessoas com foro privilegiado, os nomes dos envolvidos estão sob sigilo.

Sérgio Cabral está preso desde novembro de 2016 e já foi denunciado 30 vezes. Até o momento, foi condenado 12 vezes e as penas somam mais de 267 anos.

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