Rubinho Nunes rebate presidente da Parada Gay sobre crianças
Vereador é autor de lei que proíbe a participação de menores no evento
Monique Mello - 28/05/2026 15h16 | atualizado em 28/05/2026 16h19

O vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União Brasil) voltou a defender o projeto de lei que proíbe a participação de crianças e adolescentes em eventos LGBTQIA+ na capital paulista. Em entrevista ao Pleno Time nesta quinta-feira (28), o parlamentar rebateu críticas de juristas, contestou declarações do presidente da Parada LGBTQIA+ e afirmou que a proposta tem como foco a “proteção da infância”.
O Projeto de Lei 50/2025 foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo no último dia 20 de maio e ainda precisa passar por nova votação antes de seguir para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Segundo Rubinho Nunes, a proposta impede a presença de menores de 18 anos em “eventos de cunho sexual”, incluindo a Parada do Orgulho LGBTQIA+, mais conhecida como Parada Gay. O vereador argumenta que o evento deixou de ser apenas uma manifestação de orgulho gay e passou a ter forte apelo sexual.
– Pessoas usando roupas eróticas, pessoas nuas, seminuas, denúncias de pessoas praticando atos de cunho sexual em local público. Tudo isso à frente de menores de idade. Isso é inaceitável – declarou.
O parlamentar afirmou ainda que a proposta prevê que eventos desse tipo sejam realizados em locais fechados, com controle de acesso.
– A lógica do projeto é bastante simples: deixem nossas crianças em paz. Menor de idade tem que estar na escola, brincando de carrinho, brincando de boneca, não na Parada LGBT – disse.
Rubinho Nunes também reagiu à declaração do presidente da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Nelson Matias Pereira, que afirmou que “vai ter criança sim” no evento mesmo diante da tramitação do projeto.
Para o vereador, a fala demonstra “arrogância” e desrespeito ao Legislativo.
– A arrogância esquerdista de pessoas que não respeitam o Legislativo, não respeitam a opinião de quem pensa o contrário, não respeitam as normas – declarou.
O parlamentar, que é pré-candidato a deputado federal, ainda destacou que o projeto prevê multa de R$ 1 milhão para organizadores que descumprirem as regras, caso a proposta seja aprovada definitivamente e sancionada.
Confira:
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