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Rosangela Moro lembra ‘síncope nervosa’ após ameaças à família

Esposa do ex-ministro Sergio Moro comentou sobre "filme" em que a filha é sequestrada

Gabriela Doria - 27/11/2020 21h41 | atualizado em 27/11/2020 22h03

Rosângela Moro lembra crise nervosa após ameaças à família Foto: Reprodução

A esposa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, Rosangela Moro, revelou em entrevista à revista Veja, que a pressão e as ameaças contra sua família enquanto Moro era juiz e depois, quando foi trabalhar no governo, resultaram em um episódio de “síncope nervosa”. Autora do livro recém-lançado Os Dias Mais Intensos: Uma História Pessoal de Sergio Moro, Rosangela relembrou que o estopim para a crise de nervos, em 2019, foi a divulgação de um filme independente que mostrava o sequestro da filha do casal.

– Os alvos sempre foram o Sergio e eu. Houve um momento em que tive uma síncope nervosa e minha filha precisou tomar calmantes após divulgarem um vídeo de um falso sequestro dela. Ele como juiz estava apenas cumprindo seu dever e tem de suportar tudo isso? Quando mexeram com minha filha, a gente ficou muito mais sensibilizado. Bata em mim, mas não bata no meu filho. Era muito stress e eu desmoronei. Fui despachar um processo em Brasília e acabei no posto de saúde com o desembargador que iria me receber. Havia chegado ao meu limite. Depois disso, outros episódios menos graves ocorreram, mas não gosto de falar de segurança – lembrou a advogada.

Rosangela também afirmou que a segurança da família passou a ser uma preocupação desde que o marido se tornou “o rosto” da Operação Lava Jato e que a situação ficou mais tensa após a entrada no governo.

– Alguns “Adélios” nos cercaram. Não com facas ou armas, mas com atitudes igualmente assustadoras. A equipe de segurança trabalhava em todo lugar. Havia algumas pessoas com fixação. Meu filho dizia: “É só jogar no Google ‘onde mora o Sergio Moro’ e aparece o nosso prédio”. Decidimos mudar de casa, mas não dá para ficar mudando a cada seis meses – relatou.

A advogada também lembrou que “pressentiu” a queda do marido ainda antes do próprio Moro. Ela também nega que o ex-juiz tenha aceitado o cargo de ministro vislumbrando uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

– Sergio não aceitou o cargo de ministro da Justiça pensando na vaga do Supremo. Em agosto do ano passado, quando o presidente falou em trocar o diretor-geral da Polícia Federal, entendi que o Sergio não interessava mais para o governo. Meu sexto sentido dizia que ele não iria durar muito tempo no cargo. Quando o general Santos Cruz e o ex-ministro Gustavo Bebianno, que eram da relação pessoal do presidente, foram mandados para a guilhotina, eu disse ao Sergio: “A guilhotina vai chegar para você também. É só uma questão de tempo”. Esse sentimento de “guilhotina” foi crescendo. Tenho convicção de que o presidente não o nomearia para o STF – apontou.

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