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Repórter da Globo é assaltada e tem contas bancárias invadidas

Criminosos causaram prejuízo de R$ 24 mil à jornalista

Thamirys Andrade - 16/08/2021 13h02 | atualizado em 16/08/2021 13h35

Repórter da Globo sofre assalto e tem vidro do carro estilhaçado
Cristina Mayumi Foto: Reprodução

A repórter Cristina Mayumi, da Rede Globo, foi assaltada na tarde de domingo (15), enquanto estava presa no trânsito, na região da Liberdade, em São Paulo. A jornalista conta que os criminosos estilhaçaram o vidro de seu automóvel e roubaram seu celular, por meio do qual fizeram transações bancárias que somaram R$ 24 mil.

Em seu relato publicado em uma sequência de stories no Instagram, Mayumi explica que estava indo almoçar com um amigo quando errou o caminho. Ela se mudou de Campo Grande para São Paulo no início deste ano.

– O Waze me deu um desvio por uma região ali, na Liberdade, centro de São Paulo. Os carros estavam parados. Veio um monte de gente correndo em volta deles. Eu não percebi o que era. Aí veio um cara correndo do lado do meu vidro, tomou uma distância, deu um pulo e quebrou o vidro do meu lado com alguma coisa; não sei se era um tijolo ou uma pedra. O vidro explodiu na minha cara, pus a mão para proteger, fiquei com medo de [me] machucar – relembrou.

A comunicadora conta que ficou coberta de cacos de vidro e sofreu alguns cortes durante a ação dos bandidos.

– O cara levou meu celular, e o vidro ficou estourado. Voou caco de vidro. Estou com caco no cabelo, na roupa, em tudo. Tive alguns cortes pequenos por causa do vidro. Mas muito susto, sabe? Você não sabe o que vai acontecer. Parei o carro e pedi ajuda. Minha bolsa estava escondida no banco de trás. Consegui pegar o outro celular, da empresa, que é o que eu estou usando agora, para ligar. Mas eu não tinha contato de ninguém porque só uso para trabalho. Tinha [o de] um amigo que trabalha na TV. Liguei para ele acionar as pessoas, e aí foram me ligando – detalhou a jornalista.

Durante o intervalo de tempo para o registro do boletim de ocorrência e o bloqueio do aparelho telefônico, os criminosos fizeram um empréstimo de R$ 20 mil e também um PIX de R$ 4 mil.

– Baixei dois aplicativos de bancos, para ver se tinham movimentado. Em um deles, tinham feito R$ 20 mil em empréstimo e R$ 4 mil de transferência PIX. […] Uma coisa que não entendo é que, quando faço qualquer operação, eu preciso digitar a senha e ter o reconhecimento facial, mas os caras conseguiram entrar no aplicativo. É isso, essa maravilhosa história. Mais um número para as estatísticas da polícia. Liguei para a polícia. Falaram para eu fazer um boletim online. Fiz… e? É isso. Pelo menos estou bem. Não tive nada sério, só p*** da vida. Desculpa pelos palavrões – desabafou.

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