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Quem era Alice Ribeiro, repórter que morreu após acidente em MG

Formada pela PUC Minas, jornalista deixa o marido e um filho de apenas nove meses de idade

Paulo Moura - 17/04/2026 13h36 | atualizado em 17/04/2026 15h06

Alice Ribeiro Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

A repórter da Band Minas Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16), um dia após sofrer um grave acidente na BR-381, em Sabará (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que matou também seu colega de trabalho, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos.

A jornalista estava internada no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, em estado crítico, com traumatismo craniano e múltiplas fraturas. A família dela autorizou a doação de órgãos. Nascida na capital mineira, Alice deixa o marido, que atua na Polícia Rodoviária Federal (PRF), e um filho de apenas nove meses de idade chamado Pedro.

Graduada pela PUC Minas em 2015, Alice iniciou a trajetória profissional na área da comunicação ainda na época da faculdade, com passagens como estagiária por emissoras locais mineiras como Globo Minas, TV Alterosa (afiliada do SBT no estado) e Record Minas.

Após concluir a graduação, a jornalista atuou em projetos de produtoras independentes e chegou a trabalhar em emissoras de outras regiões, como a Rede Bahia, afiliada da TV Globo em território baiano. Alice entrou para a Band em 2021, atuando inicialmente em Brasília. Desde agosto de 2024, ela passou a trabalhar na redação da emissora em Belo Horizonte.

Colegas de trabalho destacam o envolvimento da repórter com temas sociais, especialmente pautas relacionadas ao autismo, assunto que fazia parte de sua rotina familiar por conta do irmão, Bernardo Ribeiro, de 38 anos, que tem transtorno do espectro autista. Fora da redação, Alice um momento voltado à maternidade e organizava a comemoração do primeiro aniversário do filho.

SOBRE O ACIDENTE
Alice estava no carro da Band Minas que se envolveu em uma colisão frontal com um caminhão na última quarta (15). No acidente, o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, morreu ainda no local. Ele dirigia o veículo no momento da batida. A equipe retornava a Belo Horizonte após a produção de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para reduzir o número de acidentes na rodovia.

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as circunstâncias da colisão. A perícia esteve no local para coletar informações que irão subsidiar o inquérito. Em nota, a Band Minas lamentou a morte da repórter e informou que presta assistência às famílias das vítimas. O ex-governador e pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo) também se pronunciou e disse ter recebido a notícia com “imensa tristeza”.

– Recebi com imensa tristeza a notícia da morte da repórter da Band Minas, Alice Ribeiro, vítima de um acidente na BR-381. Que Deus abençoe toda a sua família, especialmente seu filho, e também a família de Rodrigo Lapa, repórter cinematográfico da Band, que também estava no acidente. Que Deus esteja com todos vocês neste momento difícil – escreveu.

O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, natural de Porto Alegre (RS), teve uma passagem na Band Minas entre 2022 e 2024, e depois retornou à emissora no fim de 2025. Ele deixa esposa e uma filha de 6 anos. Além do trabalho como cinegrafista, também atuava como palhaço, levando atividades a crianças hospitalizadas.

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