Quem é o professor que citou “guilhotina” para filha de Justus
Marcos Dantas Loureiro publicou uma carta dizendo que usou uma "metáfora"
Pleno.News - 08/07/2025 17h18 | atualizado em 08/07/2025 18h44

Marcos Dantas Loureiro, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 2022, é o autor do comentário que gerou polêmica ao sugerir “guilhotina” para a filha de 5 anos do empresário Roberto Justus. Ligado à esquerda, Dantas mantém bandeiras vermelhas e da Palestina em seu perfil na rede social X, onde restringiu o acesso às suas postagens, mas afirmou que não pretende apagar a conta, mesmo após a repercussão negativa.
Graduado em Comunicação e doutor em Engenharia de Produção, ambos os títulos pela UFRJ, Marcos Dantas também é autor de livros, artigos acadêmicos e se apresenta como líder do ComMarx (Grupo Marxiano de Pesquisa em Informação, Comunicação e Cultura). Ele foi integrante do governo Lula no início dos anos 2000, atuando como secretário no Ministério da Educação e no Ministério das Comunicações.
Durante a última década, esteve à frente de debates sobre a regulação da mídia e do ambiente digital. De 2015 a 2023, foi membro do Comitê Gestor da Internet (CGI), órgão responsável pela administração da internet no Brasil, onde defendia a criação de uma agência reguladora para o setor, com críticas à atuação de grandes empresas e à influência do capital financeiro.
A polêmica mais recente envolvendo seu nome teve início quando comentou, no X, uma imagem da pequena Vicky Justus usando uma bolsa de R$ 14 mil. Respondendo a uma publicação que fazia referência aos bolcheviques da Revolução Russa, Dantas escreveu: “Só guilhotina…”
A fala gerou revolta nas redes e levou a influenciadora Ana Paula Siebert, mãe de Vicky, a anunciar que tomaria medidas judiciais:
– Já estamos tomando as providências pelo crime cometido. Os prints já estão com nosso jurídico – afirmou a esposa de Justus.
Após a repercussão, Marcos Dantas divulgou uma carta aberta na rede social, alegando que a frase foi mal interpretada e tratava-se de uma metáfora.
– Era para ser, e continua sendo, uma simples metáfora… Uma referência simbólica a um evento dramático, mesmo trágico, que marcou para sempre a história da humanidade – escreveu dizendo fazer referência à Revolução Francesa.
Ele ainda negou ter feito ameaça:
– Nem de longe, em momento algum, passou pela minha cabeça fazer qualquer ameaça pessoal ao senhor, sua esposa ou sua filha. Isso seria um absurdo!
Ao final, pediu desculpas:
– Se por obra desses incontroláveis fatores próprios da internet, o post lhe chegou ao conhecimento e causou-lhe tantas e compreensíveis preocupações, peço sinceramente que me desculpe.
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