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Queiroga sobre vacinar crianças: “Pressa é inimiga da perfeição”

Ministro afirma que não foi oficialmente comunicado sobre posicionamento da Câmara Técnica favorável à imunização de crianças de 5 a 11 anos

Monique Mello - 20/12/2021 10h39 | atualizado em 20/12/2021 11h23

Ministro Marcelo Queiroga Foto: Walterson Rosa/Ministério da Saúde

Na manhã desta segunda-feira (20), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que “a pressa é inimiga da perfeição” em relação à vacinação de crianças contra a Covid-19.

A declaração do ministro foi em resposta ao questionamento do porquê de não se antecipar a discussão sobre a imunização da faixa etária de 5 a 11 anos.

– O principal é a segurança. No ano de 2021, considerando o pico [da pandemia], onde houve 4.000 óbitos, crianças de 5 a 11 anos, menos de 150 óbitos. Não que eu esteja menosprezando. Cada vida é importante – afirmou o ministro em conversa com a imprensa, em Brasília.

– Os pais terão a resposta no momento certo, sem açodamento – continuou.

De acordo com Queiroga, o Ministério da Saúde prevê realizar, no dia 4 de janeiro, uma audiência pública para discutir o tema. Após o dia 5, haverá um posicionamento do Ministério da Saúde fundamentado de acordo com normas técnicas.

O ministro afirmou também que não tomou conhecimento oficialmente do posicionamento da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI Covid-19), grupo de especialistas que aconselha a pasta, que foi favorável à vacinação infantil.

– [Sobre] A CTAI, o que eu tenho notícia é [de] uma nota que saiu na imprensa. É necessário que isso seja formalizado para o Ministério, para que nós possamos tomar as melhores decisões – argumentou.

O ministro afirmou que só recebeu o documento da Anvisa. Com ele em mãos, disse que não ia se manifestar “com base num documento público de três páginas”.

– Não é um comunicado público que vai fazer o Ministério da Saúde se posicionar de uma maneira ou de outra. Eu preciso de toda a análise. A Análise da qualidade, da evidência científica apresentada, avaliação da amostra de pacientes naquele ensaio clínico. Nós temos que verificar tudo – declarou Queiroga.

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