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Queiroga anuncia audiência com embaixador chinês por insumos

País asiático está atrasando envio de insumos para produção da vacina

Pleno.News - 06/05/2021 15h57 | atualizado em 06/05/2021 17h43

Ministro da Saúde Marcelo anunciou reunião com o embaixador chinês Foto: Agência Senado/Jefferson Rudy

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que deve se reunir na sexta-feira (7) com representantes chineses, em especial o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, a fim de tratar da disponibilização de insumos farmacêuticos ao País.

O anúncio acontece um dia após o presidente Jair Bolsonaro voltar a criticar o governo chinês.

– Vamos continuar trabalhando para manter as boas relações que o Brasil tem com a China no que tange à questão da Saúde. Eu e o ministro das Relações Exteriores Carlos França estamos trabalhando juntos. Estou com muitas esperanças de que consigamos ampliar ações com a China independente de quaisquer fatos – disse Queiroga durante depoimento à CPI da Covid no Senado.

O senador Humberto Costa (PT-PE), quem perguntava ao depoente, ironizou o otimismo do ministro.

– Eu imagino que ajudou muito a fala do presidente. O senhor vai chegar amanhã na Embaixada da China e vai ser recebido de braços abertos – afirmou.

CLOROQUINA
O depoimento do ministro da Saúde criou um clima tenso na CPI da Covid, diante da resistência do auxiliar de Bolsonaro em responder qual sua posição sobre o uso da cloroquina em pacientes da covid-19, medida defendida pelo presidente da República, mesmo sem eficácia comprovada do medicamento contra a doença.

O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), e o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), elevaram o tom e as cobranças para que Queiroga se manifestasse objetivamente sobre o tópico, enquanto que o ministro afirmou não ser esse o momento apropriado para dar sua opinião sobre o medicamento.

– Não faço juízo de valor acerca da opinião do presidente. É uma questão de natureza técnica. No começo, o uso compassivo (do remédio) foi feito em diversas instituições e já existem (estudos) controlados que mostram que naqueles pacientes mais graves esse medicamento não tem efeito; no intermediário, o medicamento não tem efeito – disse Queiroga, que, no entanto, foi interrompido por Renan, segundo quem o ministro não estava respondendo à sua pergunta.

*Estadão

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