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PT diz que não fará cerimônia de posse simbólica para Lula

No entanto, partido confirmou boicote à posse de Jair Bolsonaro

Camille Dornelles - 30/12/2018 16h24 | atualizado em 02/01/2019 15h04

Luiz Inácio Lula da Silva – ex-presidente da República Foto: Reprodução/Twitter

O Partido dos Trabalhadores anunciou que não fará uma cerimônia de posse simbólica para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (1º).

Após uma notícia de boicote do partido à posse do presidente eleito Jair Bolsonaro, perfis satíricos afirmaram que o motivo era uma solenidade para Lula.

O boato ainda foi ampliado afirmando que os cantores Caetano Veloso e Gilberto Gil haviam confirmado presença.

O presidente municipal do partido, André Machado, desmentiu a história, mas confirmou o boicote do PT à posse de Jair Bolsonaro.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA
Um blogueiro de direita fez um vídeo dizendo que o PT não vai à posse do Bolsonaro porque fará uma “posse simbólica” do Lula em Curitiba. Essa mentira repercutiu, gerando muitas críticas ao partido.

Realmente o PT não vai à posse do Bolsonaro, mas por outro motivo: essa solenidade será apenas a troca de faixa entre dois atores de um mesmo golpe, que criminalizou o PT, destituiu a Dilma, prendeu o Lula e elegeu o Bolsonaro.

O golpe continua com um país tutelado pelas forças armadas, uma suprema corte desfigurada e instituições políticas ainda mais reacionárias. Como participar da celebração de uma normalidade democrática inexistente?

O PT não vai à posse, mas não para dar “posse simbólica” ao Lula. Não existe “posse simbólica”. Quem está tomando posse em Brasília é o Bolsonaro. Essa é a realidade, a qual lidamos sem ilusões: vamos intensificar a denúncia da prisão política do Lula, maior liderança popular do país e condenado pelo juiz que tomará posse como “ministro da justiça” do governo Bolsonaro; vamos nos somar a todas as iniciativas de resistência que surgirão na sociedade para defender direitos, liberdades, políticas públicas e o patrimônio material e imaterial do nosso povo; construiremos uma alternativa, a partir da organização popular, para restituir a democracia e a soberania do nosso país.

Para essas tarefas, será necessário reunirmos forças, sem permitir que as mentiras do outro lado nos dividam e buscando o máximo de unidade, mesmo com toda pluralidade de ideias/estratégias que existirá entre nós.

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