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Prefeito primo de Mandetta pede cloroquina a Bolsonaro

Marcos Trad fez apelo ao presidente em vídeo

Gabriela Doria - 07/07/2020 17h23 | atualizado em 07/07/2020 17h54

Marcos Trad é primo de Luiz Henrique Mandetta Foto: Reprodução/André de Abreu

O prefeito de Campo Grande, no Mato Grosso Sul, Marcos Trad, fez um apelo público ao presidente Jair Bolsonaro pelo envio de comprimidos de hidroxicloroquina à capital. Em um vídeo nas redes sociais, Trad e o médico Sandro Benites,

– Nós não estamos inventando nada. A doença Covid-19, como todas as outras, quando atacada de maneira precoce, na fase inicial da doença, ela vai ser combatida de maneira mais simples, eficiente, eficaz e barata. […] Presidente, a gente sabe que tem uma médica em Porto Seguro que já fez esse pedido ao senhor. O nosso receio é que a gente não tem essa medicação para a população.

– Presidente Jair Bolsonaro, que Deus o abençoe e lhe dê sabedoria e discernimento para continuar. Sempre vai ser assim: agradando uns e desagradando outros. Mas que Deus lhe dê força suficiente, porque o senhor teve permissão de Deus para estar onde está e nós somos obedientes a toda decisão divina. Campo Grande pede encarecidamente: cuida da gente, presidente. Olha por nós. [Não queremos] Dinheiro e nem mágica, mas remédio para salvar vidas – disse Trad.

PEDIDO DE SOCORRO AO PRESIDENTE. Nossos Hospitais LOTADOS, VÁRIOS MEMBROS DAS EQUIPES DE SAÚDE DOENTES. 🙏🙏🙏

Posted by Sandro Trindade Benites on Monday, July 6, 2020

O apelo surtiu efeito e já nesta terça-feira (7), um dia após a divulgação do pedido, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que enviará à Campo Grande 10 mil comprimidos de hidroxicloroquina.

– Nós levamos a conhecimento da saúde; não tomo decisão nesse sentido, quem toma é a saúde; E hoje chegará um carregamento de hidroxicloroquina para atender a população – disse Bolsonaro.

Ele também não deixou passar em branco o grau de parentesco entre o prefeito e seu ex-ministro, situação que ele chamou de “ironia”.

– Olha a ironia do destino: o [Marcos] Trad, pelo que me consta, é primo do Mandetta, que era contra a hidroxicloroquina. E lá atrás, você lembra, tinha o protocolo do Mandetta dizendo que a hidroxicloroquina só poderia ser utilizada em caso grave e em caso grave a chance é quase zero de sucesso ao se ministrar a cloroquina – observou.

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