Zema fala em privatizar Banco do Brasil e Petrobras caso seja eleito
Pré-candidato a presidente deu declaração no Encontro Nacional do Novo
Pleno.News - 18/07/2026 15h55 | atualizado em 20/07/2026 13h15

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado (18) que pretende privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil caso seja eleito em 2026. Durante discurso no Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, Zema disse que os recursos obtidos com as privatizações serão destinados a investimentos em infraestrutura.
De acordo com Zema, a medida integra a terceira missão de um eventual governo, voltada para “virar a chave do crescimento e da prosperidade”.
– Vamos começar privatizando a Petrobras e o Banco do Brasil. E não será para pagar as contas de Brasília, mas para construir o futuro do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, ferrovias, hidrovias e portos pelo país inteiro – afirmou.
O ex-governador defendeu ainda corte de gastos públicos, redução da dívida e queda dos juros.
– Hoje o Brasil produz como um gigante, mas ainda transporta sua riqueza como um país atrasado. Nenhuma nação chegou ao Primeiro Mundo sem caminhos à altura do próprio tamanho – disse.
Na primeira parte do discurso, Zema voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
– O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula – afirmou diversas vezes, ao acusar o governo de permitir o avanço das facções criminosas, gastar recursos “para se manter no poder” e manter políticas de cotas e “doutrinação progressista” nas escolas.
IMPEACHMENT DE MORAES
Também direcionou críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o país “não aguenta mais quatro anos” de ambos. E, na mesma linha do que defende o presidenciável do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, defendeu o impeachment de Moraes.
– Nessa eleição nós vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes – afirmou.
Ao defender sua gestão em Minas Gerais, Zema afirmou que recebeu do PT um estado “arruinado” e disse que sua administração colocou as contas públicas em equilíbrio, atraiu R$ 500 bilhões em investimentos privados e gerou mais de 1 milhão de empregos.
O presidenciável também prometeu mudanças no Judiciário e no sistema político, caso seja eleito. Segundo Zema, ele pretende acabar com os supersalários, o foro privilegiado e as decisões monocráticas no STF, além de proibir que parentes de ministros atuem como advogados perante as respectivas Cortes.
– Vamos passar uma faca nas mordomias, nos supersalários e nos privilégios. Vamos acabar com as decisões monocráticas. Vamos proibir parentes de ministros de advogar nos mesmos tribunais. Vamos acabar com o foro privilegiado – declarou.
Ao defender sua experiência administrativa, o ex-governador afirmou que pretende repetir no Brasil medidas adotadas em Minas Gerais. Também ironizou a dificuldade do PT para encontrar um candidato ao governo mineiro em 2026, dizendo que o presidente Lula passou “os últimos seis meses” procurando um nome e “só tomou porta na cara”, até que o ex-ministro Patrus Ananias aceitou disputar o cargo.
*AE
Leia também1 Pai da bebê Helena após laudo: "Irresponsabilidade da mãe"
2 UnidadeRIO encerra 6ª Semana do Avivamento nos Arcos da Lapa
3 Wagner tentou vender terreno de R$ 15 milhões após ser alvo da PF
4 Deltan: Novo pode não sobreviver se não vencer cláusula de barreira
5 Irã: Líder só aparecerá em público após normalização com EUA



















