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Zanin ‘enquadra’ presidente da Câmara sobre ação de Ramagem

Ministro do STF mandou notificar oficialmente Hugo Motta

Pleno.News - 24/04/2025 20h30 | atualizado em 25/04/2025 12h17

Cristiano Zanin Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou notificar oficialmente o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a abertura da ação penal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo suposto plano de golpe.

O deputado é réu no mesmo processo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente fazer parte do “núcleo crucial” da empreitada que teria sido iniciada após a derrota nas eleições de 2022.

O processo criminal foi instaurado no dia 11 de abril, após a publicação do acórdão da Primeira Turma do STF que recebeu a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não tem previsão para ser julgado.

É padrão que os presidentes da Câmara e do Senado sejam informados quando um parlamentar vira réu. A Constituição permite que as Casas Legislativas suspendam o andamento do processo, desde que a decisão tenha o apoio da maioria do plenário. A regra, no entanto, vale apenas para crimes posteriores à diplomação.

O Partido Liberal (PL), partido de Ramagem, disse que vai pedir a suspensão da ação penal até o final do mandato do deputado. Alexandre Ramagem foi diretor da Abin no governo Jair Bolsonaro e, em 2022, se elegeu deputado federal.

No ofício enviado a Hugo Motta, o ministro Cristiano Zanin esclarece que a Câmara dos Deputados não pode suspender o processo pela tentativa de golpe.

O ministro afirma que o poder de suspensão vale apenas para dois crimes – deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima. Esses são os crimes relacionados aos atos do 8 de janeiro de 2023.

Ramagem também responde por outros três crimes – organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do estado democrático – relacionados às supostas articulações do que o Supremo chama de plano de golpe.

*Com informações AE

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