Leia também:
X Por unanimidade, CCJ do Senado rejeita PEC das Prerrogativas

Zambelli nega ter dado ordem para invasão a sistema do CNJ

Parlamentar foi ouvida remotamente pela CCJ da Câmara dos Deputados

Pleno.News - 24/09/2025 14h06 | atualizado em 24/09/2025 14h58

Carla Zambelli durante oitiva na CCJ da Câmara Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) negou, nesta quarta-feira (24), que tenha ordenado a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo hacker Walter Delgatti para a inserção de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em depoimento virtual aos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Zambelli disse que o processo pelo qual foi condenada a dez anos de prisão e perda do mandato é “injusto”. O colegiado analisa o processo que pode cassar o mandato da parlamentar – que está presa na Itália.

Relator do processo no Supremo, Moraes sustentou que a deputada manteve uma “ligação umbilical” com Delgatti com “objetivos antirrepublicanos”. De acordo com a acusação do Ministério Público, Zambelli teria coordenado a invasão a sistemas do Poder Judiciário executada por Delgatti. No ataque ao sistema do CNJ, em 2023, foi emitido um mandado falso de prisão contra Moraes.

A deputada negou a acusação, disse que “não participou dessa questão” e afirmou que “está tranquila para provar que o processo é injusto”.

– Não falei com ele durante toda a campanha, o resto de ano. Só fui falar com ele quando, vocês devem ter visto no depoimento do perito, em que ele diz que ele entrou em contato comigo só depois de alguns meses depois de ter invadido o sistema do CNJ (…). Estou bastante tranquila de provar que o processo é injusto. Eu não participei dessa questão – afirmou a deputada.

Segundo a congressista, ela só teve acesso ao mandado de prisão do ministro Alexandre de Moraes inserido no sistema do CNJ após o crime cometido por Delgatti.

– Eu tive acesso ao mandado de prisão depois que ele aconteceu. Antes, não – disse.

A Polícia Federal (PF) apontou, no relatório da investigação, que documentos apreendidos com a deputada corresponderiam aos arquivos inseridos pelo hacker no sistema do CNJ, o que para os investigadores comprovaria que ela participou do ataque. No último dia 14 de maio, Zambelli foi condenada pela Suprema Corte.

Walter Delgatti narrou à Polícia Federal que teria recebido cerca de R$ 40 mil para tentar invadir os sistemas do Judiciário. Ele entregou comprovantes de transferências que somaram R$ 10,5 mil feitas por um ex-assessor da deputada. O restante, segundo o relato, teria sido entregue em espécie, em São Paulo.

*AE

Leia também1 Por unanimidade, CCJ do Senado rejeita PEC das Prerrogativas
2 Relator da Dosimetria janta com Lindbergh e contata Moraes
3 Padrasto espanca criança de 3 anos e tem prisão decretada
4 Condenado por agir para matar Trump tenta se cortar no tribunal
5 Relator da PEC das Prerrogativas apresenta voto contra a proposta

Siga-nos nas nossas redes!
WhatsApp
Entre e receba as notícias do dia
Entrar no Canal
Telegram Entre e receba as notícias do dia Entrar no Grupo
O autor da mensagem, e não o Pleno.News, é o responsável pelo comentário.