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Pleno.News - 29/04/2021 16h11 | atualizado em 29/04/2021 16h21

Governador afastado Wilson Witzel e o presidente Jair Bolsonaro Foto: PR/Marcos Corrêa

Às vésperas de ter seu destino político decidido pelo Tribunal Misto, o governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), ainda sonha com a Presidência da República. Ele poderá perder definitivamente o cargo e os direitos políticos nesta sexta (30), mas “não descarta” concorrer nas eleições nacionais caso se livre da cassação no julgamento.

Em 2019, o desejo de disputar o Palácio do Planalto provocou o rompimento político entre Witzel e Jair Bolsonaro, pré-candidato à reeleição. O presidente então brigou publicamente com o aliado da eleição de 2018, que passou a ver e tratar como inimigo.

Em entrevista ao Estadão, o governador acusa Bolsonaro de interferir na investigação que levou ao seu afastamento do Palácio Guanabara pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob acusação de corrupção. Ele também acredita que, no processo de impeachment, o presidente da Assembleia Legislativa, o petista André Ceciliano, uniu-se ao clã Bolsonaro, apesar das divergências políticas, em nome de interesses “ideológicos e criminosos”.

– Certamente tem o dedo dele [Bolsonaro]. Quem começou essa denúncia junto com a Lindôra foi o [deputado bolsonarista] Otoni de Paula. E há informações de que o dossiê contra mim foi elaborado dentro do Palácio do Planalto junto com o Otoni de Paula, tanto que ele é citado pela Lindôra no início da investigação. Você vê que é um movimento orquestrado do presidente contra os governadores – disse o governador afastado em entrevista ao Estadão.

Ainda segundo Witzel, Bolsonaro passou a vê-lo como inimigo depois que ele determinou a investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

– E aqui, no Rio, existem fatos ainda mais contundentes, porque eu determinei a investigação do caso Marielle. A partir daí, o presidente começa a entender que o governador do Rio estaria perseguindo a família dele e poderia ser um adversário em 2022. A história toda se passa nesse enredo – sustentou Witzel.

*Estadão

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