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Impeachment do governador é julgado hoje, e ele pode perder os direitos políticos

Thamirys Andrade - 30/04/2021 13h47 | atualizado em 30/04/2021 15h16

Governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Foto: Reprodução

Mesmo diante da possibilidade de perder os seus direitos políticos em julgamento nesta sexta-feira (30), o governador afastado do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC) não descarta um dia conquistar a Presidência da República.

– Não quero me afastar da política. Entendo que precisamos fazer muito pelo Brasil. Pretendo trabalhar minha reeleição como governador, mas não descarto a possibilidade de ser candidato a presidente. Acho que o que temos hoje no cenário é muito ruim, mas é evidente que não sou candidato de mim mesmo – disse ele em entrevista ao Estadão nesta quinta-feira (29).

O impeachment de Witzel está sendo decidido pelo Tribunal Especial Misto nesta sexta. O governador acusa o presidente Jair Bolsonaro de interferir na investigação que levou ao seu afastamento do Palácio Guanabara.

– Certamente tem o dedo dele. Quem começou essa denúncia junto com a Lindôra foi o [deputado bolsonarista] Otoni de Paula. E há informações de que o dossiê contra mim foi elaborado dentro do Palácio do Planalto junto com o Otoni de Paula, tanto que ele é citado pela Lindôra no início da investigação. Você vê que é um movimento orquestrado do presidente contra os governadores – afirmou Witzel durante a entrevista.

Witzel é acusado de corrupção, mas nega irregularidades em seu governo.

– Temos que ter uma análise do cenário. Aqui, no Rio, não fiz um centavo de empréstimo. Paguei todos os servidores, restos a pagar. Investi 12% na Saúde, 25% na Educação. Preparei a Cedae para o maior projeto de saneamento do país, quiçá da América Latina. E só não fiz mais porque o André Ceciliano [presidente da Assembleia Legislativa] não é bem a cara do PT. Acho que ele deveria sair do PT porque está manchando a imagem que o partido está tentando resgatar – declarou.

O governador reforçou as críticas contra Ceciliano e classificou Bolsonaro como “desequilibrado”.

– O Rio tem hoje na presidência da Assembleia Legislativa um desorientado; uma pessoa que tem várias investigações contra ela, que tem medo de ser presa e patrocinou junto com outro desequilibrado, que é o presidente da República, o impeachment contra mim.

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