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Vorcaro tentou acionar chefes da PF e da PGR antes de prisão

Novas informações foram divulgadas pelo STF

Pleno.News - 16/06/2026 18h30 | atualizado em 16/06/2026 19h34

Daniel Vorcaro Foto: reprodução/Youtube (@valoreconomico)

Uma petição divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (16) aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tentou acionar integrantes da cúpula da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) dias antes de ser preso na Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.

De acordo com a investigação, Vorcaro orientou um interlocutor a procurar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. O objetivo seria evitar o que ele chamou de “alguma sacanagem” por parte de subordinados dos dois órgãos.

No documento, a PF registra:

– Daniel Bueno Vorcaro também afirmou ser importante que o interlocutor reforçasse, junto a Andrei (provavelmente Andrei Augusto Passos Rodrigues, Diretor-Geral da Polícia Federal) e Paulo (provavelmente Paulo Gustavo Gonet Branco, Procurador-Geral da República), a necessidade de impedir que subordinados, dentro das estruturas hierárquicas da PF e do MPF, praticassem “alguma sacanagem”, pois, segundo ele, “aí vai tudo pro saco”.

Segundo os investigadores, a conversa estaria registrada no bloco de notas do ex-banqueiro. O nome do interlocutor não foi divulgado.

A PF afirma ainda que Vorcaro teve acesso antecipado a informações da investigação. Conforme a apuração, ele soube dois dias antes da operação sobre a Notícia de Fato do Ministério Público Federal que deu origem ao caso, além de conhecer o juiz e a vara responsáveis pela análise das medidas cautelares.

Vorcaro teria dito que as informações partiram de pessoas ligadas ao Banco Central que participaram de uma reunião reservada com a PF. O encontro contou com a presença do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

A defesa do ex-banqueiro negou que Vorcaro tenha obtido acesso prévio aos dados da investigação e alegou que as informações chegaram por meio da imprensa. A PF, porém, sustenta que essa versão não é compatível com a cronologia dos fatos e afirma que o próprio Vorcaro teria repassado informações a um jornalista.

Os investigadores também apontaram movimentações do então advogado de Vorcaro, Walfrido Warde. Após mais de seis meses sem contato, os dois trocaram diversas mensagens no dia da operação.

Segundo a PF, Warde chegou a alinhar uma petição com o cliente antes mesmo da decisão judicial que determinou a prisão.

– O comportamento, marcado por ligações sucessivas, mensagens insistentes e preocupação com horário de deslocamento, reforça o indicativo de que DV [Daniel Vorcaro] tinha consciência de que medidas relevantes seriam adotadas ainda naquele dia, compatível com o contexto de sua prisão poucas horas depois.

Para a Polícia Federal, o conjunto de elementos reforça a suspeita de que o ex-banqueiro se preparava para fugir. Até o momento, PF e PGR não se manifestaram sobre as informações citadas na petição. As informações são do SBT News.

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