Viana diz ser alvo de perseguição política por parte do PT
"Todo parlamentar que se insurge contra o PT é atacado política e pessoalmente", declarou
Thamirys Andrade - 31/03/2026 12h56 | atualizado em 31/03/2026 13h36

Em declaração à imprensa nesta terça-feira (31), o senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou ser alvo de perseguição política por parte de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em razão de seu trabalho como presidente da CPMI do INSS no Congresso.
A fala ocorre em meio à suspeita de irregularidade envolvendo o repasse de emendas parlamentares assinadas por ele e destinadas à Fundação Oásis, da Igreja Batista da Lagoinha. O congressista nega qualquer violação e afirmou estar confiante de que as investigações provarão que ele não teve parte na aplicação dos recursos.
– Todos os parlamentares mandam [emendas] para prefeituras, e as prefeituras têm responsabilidade de dizer onde usam. (…) Se há justiça nesse país, [esse processo] vai provar que não tenho qualquer responsabilidade – assinalou.
Nesse sentido, ele elogiou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de ampliar a apuração sobre as emendas cobrando esclarecimentos das prefeituras de Belo Horizonte (MG) e Capim Branco (MG).
Sob o argumento de que há falta de transparência e rastreabilidade nos recursos, o magistrado determinou que as gestões municipais enviem os documentos relativos às emendas de R$ 3,6 milhões enviadas à Fundação entre 2019 e 2025.
– Entendo que a decisão do ministro ontem foi correta no sentido de instruir o processo e de mostrar claramente ao país o que foi feito contra essa narrativa dos que estão me acusando, me perseguindo politicamente. Todo parlamentar que se insurge contra o PT é atacado política e pessoalmente – afirmou Viana.
Ele acrescentou estar com a “consciência tranquila”.
– Fiz o que minha consciência cristã manda, dentro da lei e das regras. Toda a documentação vai mostrar claramente que nunca fiz absolutamente nada errado – reiterou.



















