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Pleno.News - 29/01/2026 20h56 | atualizado em 30/01/2026 10h50

Senador Carlos Viana Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu nesta quinta-feira (29) que os trabalhos do colegiado envolvendo o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, se restrinja a descontos ilegais a aposentados e pensionistas. Segundo ele, outros assuntos referentes ao banco, como os que levaram à sua liquidação, devem ser tratados em uma eventual comissão à parte.

– A nossa relação com o Banco Master começa nos consignados que estão no banco, de 250 mil, e termina nos consignados. A relação do Banco Master com quem investiu dinheiro em CDB, com relações contratuais com outros bancos, não cabe à CPMI investigar. Isso não está na nossa função. Isso é outra CPMI que tem que ser criada – declarou a jornalistas.

Viana afirma que incluir a emissão de títulos nas investigações da CPMI poderia desmoralizar o colegiado por entrar em uma arena que não lhe compete.

A CPMI marcou para a próxima quinta-feira (5), o depoimento de Vorcaro. Há expectativa, porém, para que o banqueiro entre com habeas corpus para não comparecer. Viana afirmou que causa estranhamento uma suposta proteção ao banqueiro.

– Há uma série de procedimentos que vêm blindando o senhor Vorcaro de prestar esclarecimentos à população brasileira. Ele tem conseguido, de uma forma surpreendente e até estranha, apoios e resoluções que garantem a ele um sigilo que não interessa ao Brasil – falou.

O senador defendeu um mandado de segurança para devolver ao colegiado dados resultantes da quebra de sigilo de Vorcaro.

– A minha ideia é nós entrarmos com um mandado de segurança para que toda a documentação que foi retida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e que está em mãos do presidente do Senado seja devolvida à CPMI.

Segundo o presidente da CPMI, vários parlamentares tiveram acesso aos documentos, mas estão impedidos de usar os dados até que haja autorização.

PRESIDENTE DO BMG
O presidente do BMG, Luiz Félix Cardamone Neto, também foi convocado a falar na CPMI. Segundo Viana, ele já concordou em prestar depoimento em 25 de fevereiro.

– O advogado entrou em contato comigo, fez uma solicitação de que ele estará em viagem até o dia 21 de fevereiro, não impetrará habeas corpus, virá de boa vontade à CPMI. Nós estamos marcando para o dia 25, logo depois do carnaval está confirmada a presença dele – declarou o senador.

SENADOR WEVERTON E PARENTES DE LULA
Viana disse que caberá ao relator da CPMI, Alfredo Gaspar, solicitar ou não mais informações de parlamentares com suposta ligação às fraudes do INSS, como o senador Weverton (PDT-MA). Segundo o senador, Weverton se colocou à disposição para apresentar sua defesa.

– Não haverá blindagem de ninguém, nem de deputado, nem de senador, o relatório vai trazer as informações de todas as investigações que estão sendo colocadas – falou Viana.

O senador do Podemos também reiterou que a CPMI poderá votar requerimentos para depoimentos do irmão e do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

– Todos os nomes importantes para o relatório e que surjam informações novas, como surgiram, serão colocados em convocação. Eu não tenho restrição nenhuma em trazer à população brasileira a vontade de deixar transparente todo o trabalho. Se vão aprovar ou não, é uma questão de consciência e de posicionamento de cada um dos deputados – pontuou.

PRORROGAÇÃO DA CPMI
Carlos Viana disse ainda que pedirá, na próxima semana, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a prorrogação da CPMI por mais 60 dias.

– Se conseguirmos mais dois meses, tenho certeza que o relatório ficará muito melhor e mais completo, para que a população brasileira possa saber com muita profundidade o tamanho desse escândalo – disse.

*AE

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