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Vereadores, cristão e LGBTQIA+, discutem na tribuna do plenário

Discussão foi durante votação de projeto que prevê critério de sexo biológico em eventos esportivos

Marcos Melo - 06/02/2025 15h55 | atualizado em 06/02/2025 16h17

Vereadores discutem na tribuna do plenário em Belo Horizonte Foto: Reprodução/Instagram

Vereadores de Belo Horizonte, Pablo Almeida (PL) e Juhlia Santos (PSOL), que se declara mulher trans LGBTQIA+ e quilombola, discutiram na tribuna do plenário da Câmara Municipal durante votação de projeto de lei que prevê critério de sexo biológico em eventos esportivos.

Em seu discurso, Juhlia alfinetou ao dizer que desconhece o Cristo pregado por alguns parlamentares da Casa, pois não era o Cristo que ela tinha ouvido falar.

Ao discursar, em seguida, Pablo Almeida rebateu a declaração da vereadora ao afirmar que uma pessoa que não é cristã e que não tem a Bíblia Sagrada como regra de fé e prática não tem a capacidade de “ensiná-lo” a ser cristão. Ele disse, também, que poderia apresentar Jesus à vereadora, que Ele mudaria sua vida.

O vereador cristão seguiu seu discurso defendendo as mulheres, reafirmando que o gênero é uma teoria e a ordem cromossômica é um fato.

– O que é uma mulher? Qual é a definição objetiva do que é uma mulher? Porque se uma mulher é tudo, acaba não sendo nada, e a gente sabe que não é assim que funciona. (…) O gênero é uma teoria, a ordem cromossômica, ela é um fato. XX e XY, isso é um fato – observou Almeida.

O vereador conservador publicou o episódio em suas redes sociais.

Assista:

 

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Uma publicação compartilhada por Pablo Almeida (@pabloalmeidabh)

O PL precisava da maioria dos votos dos parlamentares presentes para ser aprovado. Com a votação em primeiro turno, o projeto volta para as comissões para análise de emendas apresentadas e só depois pode retornar ao Plenário para decisão definitiva.

A reunião teve debates calorosos entre vereadores de correntes ideológicas opostas e foi acompanhada por militantes ligados a entidades LGBTQIA+, que protestaram contra a aprovação do texto. A reunião encerrou com 25 votos favoráveis, 11 contrários e 4 abstenções.

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