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Vereador recebe ataques por ser contrário à ideologia de gênero

Rinaldi Digilio diz que virou alvo até do próprio partido, o PSL, que decidiu expulsar conservadores após chegada do MBL

Paulo Moura - 09/07/2021 14h04 | atualizado em 09/07/2021 14h44

Vereador Rinaldi Digilio Foto: Divulgação

O vereador e pastor Rinaldi Digilio (PSL-SP) denunciou que tem sofrido ataques de políticos e de partidos de esquerda em razão de seus posicionamentos conservadores e também das suas manifestações contrárias à inserção da temática de ideologia de gênero em legislações analisadas pela Câmara Municipal de São Paulo.

Ao Pleno.News, Digilio afirmou que a perseguição contra ele foi iniciada em razão de um projeto de lei, de sua autoria, protocolado na Câmara paulistana, o PL 813/2019, também chamado de projeto Escolhi Esperar, em referência à campanha que defende a preservação sexual de adolescentes.

– Primeiro, eu tenho sido perseguido por causa de um projeto chamado Escolhi Esperar, [que] não fala nada sobre abstinência sexual, mas fala sobre prevenção e conscientização da gravidez precoce para os adolescentes. Na verdade, [nele] não é abolido nenhum método contraceptivo, mas acrescentado mais um, que é a prevenção primária – destacou.

Após protocolar o projeto, o vereador afirmou que começou a ser atacado por grupos feministas e partidos de esquerda, como o PT. Além disso, Digilio declarou que passou a ser perseguido por sua própria legenda, quando o Movimento Brasil Livre (MBL) ganhou influência dentro do PSL e iniciou uma espécie de “caça às bruxas” contra os conservadores na sigla.

– O MBL veio para o PSL para expulsar todos os conservadores, pois eles têm uma pauta pró-aborto, contra a Igreja. Estou sendo expulso do PSL. Passei a ser perseguido pelo PT, PSOL e pelo MBL – afirmou.

Os ataques contra o vereador conservador, porém, não pararam por aí. Eles se intensificaram depois que Digilio emitiu voto contra um projeto de autoria do vereador Eduardo Suplicy (PT), o PL 197/2018, batizado de Lei Paul Singer, cuja ementa trata de economia solidária, mas que, segundo Digilio, teria em um de seus trechos uma abordagem sobre ideologia de gênero na Educação.

– Nesse projeto [o PL 197/2018], eu identifiquei o artigo 3°, inciso VIII, que fala sobre ideologia de gênero, orientação sexual, cor, raça; e, no artigo 10, fala que tudo o que se trata daquele PL tem que ser inserido na Educação municipal. Eu reconheci essa questão e encaminhei voto contrário, no Plenário – afirmou Digilio.

O parlamentar municipal declarou que, a partir de seu posicionamento, os ataques se mostraram mais fortes, e militantes do PT chegaram a ir, em duas ocasiões, à Câmara Municipal para protestar contra ele. Digilio, então, destacou que, apesar dos ataques, levou um abaixo-assinado ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que teria se comprometido a vetar tal trecho.

– O prefeito já se comprometeu a vetar o artigo 10, que fala sobre o ensino da economia solidária nas escolas. Tem um grupo que defende o veto também ao artigo 3°, inciso VIII, que eu pedi ao prefeito. Ele está buscando uma base jurídica para vetar isso – declarou Digilio.

Além dos protestos, manifestações na imprensa tradicional também passaram a ser emitidas contra Digilio. Em um artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, com o sarcástico título Resolvi informar, a ex-prefeita da capital paulista, Marta Suplicy (PT), atacou o vereador Digilio dizendo que sentiu “atraso” e “indignação” com a projeto de lei do parlamentar conservador.

Artigo publicado por Marta Suplicy na Folha de São Paulo Foto: Reprodução

Em resposta, Digilio rebateu Suplicy e afirmou que ela “não leu o projeto” e “falou sobre o que não estava escrito”. O parlamentar ainda ironizou a ex-prefeita ao dizer que ela “decidiu dar relaxe e g… pela boca”, em referência à infame declaração feita por ela em 2007, durante a crise aérea no Brasil.

Publicação de resposta feita pelo vereador Rinaldi Digilio Foto: Reprodução

O vereador ressaltou que está disposto a manter seu posicionamento e disse que, mesmo diante de ataques, não mudará de opinião sobre a questão. Segundo ele, não há possibilidade de ensinar ideologia de gênero aos estudantes da rede municipal.

– É perseguição de tudo quanto é lado. O Eduardo Suplicy foi ao meu gabinete, e eu falei: “Vereador, eu não vou abrir mão dos meus ideais. Como eu vou ensinar para as escolas o que é orientação sexual para criança, quais as modalidades, [se] dentro do seu espectro de orientações têm mais de 40 [gêneros]?” – finalizou Digilio.

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