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Vereador Isquierdo dá detalhes dos últimos dias de Jairinho na Câmara

Presidente do Conselho de Ética da Câmara do Rio falou sobre como era a relação de Jairinho com os colegas

Paulo Moura - 20/04/2021 10h59 | atualizado em 20/04/2021 15h19

Vereador Alexandre Isquierdo concedeu entrevista ao Pleno.News Foto: Pleno.News/Lucas Apolinário

Em entrevista concedida ao Pleno.News, o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, o vereador Alexandre Isquierdo (DEM), falou sobre os fatos envolvendo o mandato do vereador Dr. Jairinho (sem partido), afastado nesta segunda-feira (19) da presidência da Comissão de Justiça e Redação, a mais importante da Casa.

Na conversa (completa, em vídeo, no player abaixo), Isquierdo também falou sobre as políticas de restrição na pandemia da Covid-19, sobre as decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas ao ex-presidente Lula e às igrejas, e fez um balanço sobre o governo Bolsonaro. Assista:

Jairinho, que segue preso como parte da estratégia de investigação da morte do enteado, o menino Henry Borel, foi afastado do Conselho de Ética, do qual ele fazia parte, e teve os salários suspensos pela Casa. De acordo com Isquierdo, há a expectativa de que o processo de cassação do mandato de Jairinho seja aberto em breve, com duração de cerca de 60 dias.

– Vamos ter uma reunião com o Conselho de Ética. A gente espera receber os áudios da Polícia Civil. O delegado que preside esse inquérito ficou de entregar entre hoje [dia 19 de abril] e amanhã [dia 20 de abril] os áudios. O Conselho de Ética vai analisar esses áudios. E eu acredito que haverá uma representação, até mesmo do Conselho de Ética, para o processo de cassação. Segue-se [então] todo um rito que, se chegar até esse final da cassação, deve durar uma média de 60 a 70 dias – detalhou Isquerdo.

Questionado sobre como era o trânsito do parlamentar entre os colegas antes do conhecimento público dos fatos envolvendo Jairinho e a morte do menino Henry, Isquierdo classificou o ex-presidente da Comissão de Justiça e Redação como “uma pessoa muito amável, muito carinhosa” e disse que os colegas ficaram surpresos com a revelação dos fatos envolvendo a morte de Henry.

– Jairinho sempre participou das principais comissões da Câmara Municipal, foi líder de governo, tanto do governo Eduardo Paes quanto do governo Crivella. Um conhecedor profundo do regimento interno, uma pessoa muito amável com todos os pares. Então, a gente ficou muito perplexo com todo esse caso, com toda essa tragédia do menino Henry – revelou Isquerdo.

Ao ser perguntado sobre como foi a entrada de Jairinho no Conselho de Ética, no dia 11 de março, três dias após a morte do enteado, Isquierdo destacou que o parlamentar participou de forma rápida, por meio virtual, e que saiu da sessão logo depois.

Isquierdo ainda fez questão de destacar que vários colegas ainda não sabiam da morte do enteado de Jairinho.

– Nós não sabíamos desse fato, dessa tragédia, inclusive o Jairinho participou, votou, inclusive votou em mim para o Conselho de Ética. Ele votou e saiu da sessão. Ele participou online, mas, até então, eu posso afirmar: a maioria dos vereadores não tinha essa informação do falecimento do seu enteado – disse.

Sobre o comportamento de Jairinho após a morte do enteado, o colega de Casa afirmou que até chegou a conversar com o padrasto de Henry após o fato, quando Jairinho utilizou a mesma justificativa dada à polícia de que a morte de Henry havia sido fruto de uma queda. Isquierdo disse que, desde então, Jairinho não participou de mais nenhuma sessão.

– Eu mesmo liguei para o vereador Jairinho, para me solidarizar, para dar uma palavra. Ele sempre foi uma pessoa que se abriu comigo nas suas intimidades, nos seus relacionamentos, na sua família, e ele se mostrou muito chocado obviamente. Ele até disse, em particular, que havia sido uma queda. A partir desse dia, ele não participou mais de nenhuma sessão – completou Isquerdo.

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