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“Venezuela está com inveja”, diz Nikolas sobre decisão de Moraes

Deputado também comparou situação vivida por Bolsonaro com o que aconteceu com Lula

Paulo Moura - 18/07/2025 13h44 | atualizado em 18/07/2025 14h08

Nikolas Ferreira Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

Com o tom ácido que já lhe é habitual, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) teceu críticas nesta sexta-feira (18) às medidas restritivas determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em postagem realizada em seu perfil no X, o parlamentar disse que a “Venezuela está com inveja”, em referência ao autoritarismo que ocorre costumeiramente no país comandado pelo ditador Nicolás Maduro.

Busca e apreensão, tornozeleira, proibição de falar com embaixadores, diplomatas e até com o próprio filho Eduardo. Isso tudo um dia após Bolsonaro receber uma carta de apoio de Trump. Venezuela está com inveja – escreveu.

Minutos depois, em outra postagem no X, Nikolas comparou a situação imposta a Bolsonaro com o que ocorreu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando o petista foi alvo da Justiça.

– Lula foi condenado em três instâncias e posteriormente preso. Nunca o vi proibido de falar com alguém, usando tornozeleira ou sem ter acesso às redes sociais. Ele ainda chegou a conceder entrevista de dentro da prisão. Na democracia relativa as coisas são bem diferentes – completou.

Postagem de Nikolas Foto: Reprodução/X Nikolas

SOBRE A OPERAÇÃO CONTRA BOLSONARO
Bolsonaro foi alvo de mandados da PF na manhã desta sexta. O político conservador também foi submetido a medidas restritivas, autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Por decisão de Moraes, Bolsonaro fará uso de tornozeleira eletrônica, além de precisar se submeter a recolhimento domiciliar das 19h às 6h em dias úteis, e integralmente aos finais de semana, feriados e dias de folga. O ex-presidente também foi proibido de acessar redes sociais e não poderá se comunicar com diplomatas ou embaixadores estrangeiros, nem se aproximar a menos de 200 metros de embaixadas ou consulados.

A Polícia Federal cumpriu mandados na casa de Bolsonaro e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro. Ao STF, a PF acusou o líder político e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de atuarem “ao longo dos últimos meses, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos da América com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”.

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