“Vemos repetição dos métodos usados por Maduro e Ortega”
Carlos Bolsonaro se manifestou por meio das redes sociais, nesta terça-feira
Pleno.News - 19/08/2025 14h49 | atualizado em 20/08/2025 17h36

Nesta terça-feira (19), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para apontar que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já está preso há 32 dias. Ele não citou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, mas disse que leis estão sendo rasgadas e direitos fundamentais jogados na lata do lixo.
Ainda de acordo com Carlos, são adotados métodos parecidos com os usados pelo ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e do ditador da Nicarágua, Daniel Ortega.
– Jair Bolsonaro já está há 32 dias preso com tornozeleira eletrônica e censurado, sem julgamento e sem o seguimento do devido processo legal, tendo leis sendo rasgadas e os direitos fundamentais jogados na lata do lixo. O que começou em 2022, com a censura explícita durante as eleições, foi aperfeiçoado em 2024, com o Twitter tirado do ar, e hoje avança de forma acelerada. O sistema não esconde mais sua lógica: controlar, intimidar e silenciar qualquer voz que ameace o projeto de poder. O que vemos é uma repetição dos mesmos métodos usados por Maduro na Venezuela e Ortega na Nicarágua: calar opositores e tratar como criminoso quem ousa discordar. Fabricar narrativas oficiais, onde só as versões do regime podem ser reproduzidas. Blindar aliados e perseguir adversários, numa seletividade grotesca. Usar a imprensa e o mercado como sustentação, para dar aparência de “normalidade democrática”- escreveu.
No post, Carlos citou ainda a TV Globo. Ele disse que a emissora vende narrativas prontas.
– No Brasil, porém, esse script foi refinado: não se apresenta como ditadura aberta, mas como “defesa da democracia”. Tudo é maquiado – da censura à perseguição – para parecer legítimo, com a “Rede Globo” vendendo narrativas prontas e setores do mercado financiando a estabilidade aparente. Conclusão: o Brasil vive um processo sofisticado de autoritarismo, mascarado pelo discurso democrático. A estratégia é clara: armar a militância ideológica, desarmar o cidadão de bem, controlar a informação e transformar em crime qualquer tentativa de contestação. O futuro, se nada mudar, já está escrito: em 2026 não haverá surpresas, apenas a consolidação daquilo que é ensaiado há anos e posto em prática de forma mais rápida do que aconteceu na Venezuela – concluiu.

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